Moro manda cancelar penhora de tríplex relacionado a Lula e ordena leilão
O juiz federal Sergio Moro mandou nesta segunda-feira (29) cancelar a penhora do tríplex localizado no Guarujá (SP), pivô do processo no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão na semana passada.
Em dezembro, o TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) havia determinado a penhora do tríplex para o pagamento de uma dívida da construtora OAS.
Em despacho, Moro afirmou que o "imóvel foi inadvertidamente penhorado". Segundo ele, o tríplex é considerado produto de crime e, por isso, foi sequestrado e confiscado. Em consequência disso, a OAS e Lula não possuem direito sobre o bem.
"Está submetido à constrição da Justiça e será alienado para que o produto reverta em benefício da vítima, a Petrobrás. Assim, o imóvel foi inadvertidamente penhorado, pois o que é produto de crime está sujeito a sequestro e confisco e não à penhora por credor cível ou a concurso de credores", afirma.
A defesa de Lula chegou a argumentar que a determinação da penhora judicial afastava a possibilidade de que o petista tenha tido a propriedade do imóvel. Para os advogados, isso mostrava que o tríplex não só pertence à OAS, "como também que ele responde por dívidas dessa empresa na Justiça.
Segundo o MPF (Ministério Público Federal), a manutenção do imóvel no nome da OAS seria justamente uma forma de ocultar o real proprietário do tríplex, que seria Lula. Moro também diz que deve ser antecipada a venda do apartamento, em razão de reportagem do jornal Estado de S.Paulo mostrar que o IPTU do imóvel não é recolhido desde 2014
"A omissão do recolhimento do IPTU pela OAS Empreendimentos, proprietária formal, ou pelo ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, proprietário de fato, coloca o imóvel em risco, com a possibilidade de esvaziamento dos direitos de confisco da vítima, no caso uma empresa estatal e por conseguinte com prejuízo aos próprios cofres públicos", escreveu o juiz em seu despacho.
Para o magistrado, a falta do pagamento do imposto demonstra que o imóvel "está abandonado e corre riscos de ter seu valor depreciado, por falta da adequada conservação".
Ele explica que ao ser levado a leilão público, o valor do apartamento será depositado em conta judicial. A quantia só será destinada quando o processo for finalizado, ou seja, quando for determinado um culpado.
"O imóvel será vendido em leilão público e o produto da venda será depositado em conta judicial, com os valores sendo destinados, após o trânsito em julgado, à vitima no caso de confirmação do confisco ou devolvidos à OAS Empreendimentos ou ao ex-Presidente no caso de não ser confirmado o confisco", diz em trecho.
Veja também
Últimas notícias
Entre a escola e o cinema: a história da servidora da Seduc que chegou ao Oscar
Justiça italiana autoriza extradição de ex-deputada Carla Zambelli
Esquilos são flagrados “fumando” vapes em parque e cena viraliza
Saiba quais trechos de rodovias estaduais foram federalizados em Alagoas
Thais Carla “estranha” mudança no corpo após emagrecer 90 kg
Real Madrid operou Mbappé errado? Entenda meme que viralizou nas redes
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
