Governo Federal diz que não haverá limites para entrada de venezuelanos
"Não temos como fechar fronteiras no nosso país", afirmou Michel Temer
O governo federal informou neste sábado (25) que não fixará limites para a entrada de refugiados da Venezuela no Brasil e reiterou que as fronteiras com o país continuarão abertas.
Em evento no qual anunciou reforços para a assistência à saúde em Roraima, estado que tem sofrido o maior impacto do fluxo migratório, o presidente Michel Temer disse que o bloqueio é incogitável e inegociável.
"Não temos como fechar fronteiras no nosso país, sob pena de praticarmos um ato desumano em relação àqueles que vêm procurar abrigo", declarou.
A barreira é um pleito da governadora de Roraima, Suely Campos (PP), com a justificativa de que o estado não tem recursos para atender aos refugiados. Mas a hipótese tem sido rechaçada pela União.
O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, disse que não há como controlar o fluxo migratório, mas ponderou que as autoridades brasileiras estão atentas para o problema.
"Não há que se falar de limites para o recebimento das pessoas. A cada semana, fazemos uma avaliação, a cada dia a Polícia Federal informa a entrada, a cada momento os organismos internacionais conversam com o governo brasileiro para entender qual é a demanda que temos. O Brasil está fazendo todo o esforço e continuará fazendo para bem receber os refugiados", afirmou.
Neste sábado, o governo anunciou em Brasília o envio de uma ação humanitária para atender aos venezuelanos e desafogar os serviços de saúde em Roraima. No total, 36 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de laboratório, viajarão ao estado para prestar atendimento entre segunda-feira (27) e o próximo sábado (1º).
A iniciativa é da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação.
No evento para promover a ação, Temer negou que seu governo tenha sido lento ou se dedicado pouco ao problema, que vem se acentuando desde o segundo semestre do ano passado.
Ele ressaltou que R$ 200 milhões foram liberados pelo governo federal para Roraima, dos quais R$ 187 milhões para a área de saúde. Entre as medidas tomadas, listou até a instalação de antenas para melhorar o serviço de banda larga no estado.
Até agora, 127 mil venezuelanos entraram no Brasil, a maioria fugindo da crise política e econômica. Desse total, segundo dados da Polícia Federal, 60% já deixaram o território nacional.
A Casa Civil informou que o governo tem atuado em três frentes. Uma delas são os procedimentos de fronteira, com a vacinação dos venezuelanos.
Outra medida é o acolhimento. Por ora, 4.700 pessoas foram levadas a abrigos em Roraima. A expectativa é de atender 6.000.
Outra iniciativa é estimular a transferência dos venezuelanos para outros lugares do país. "Este foi o maior movimento migratório que nós tivemos, bem maior que o dos haitianos. Já saíram 820 [venezuelanos para sete estados] e, nos próximos dias, sairão mais mil pessoas. Precisamos mandá-los adequadamente", afirmou Temer.
Segundo ele, o governo tem feito contato "com os mais variados organismos para alugar locais e formalizar empregos". Dois aviões estão sendo disponibilizados para essas operações, segundo a Casa Civil.
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