Brasil não vai pagar retorno de médicos cubanos, afirma ministro da Saúde
O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, afirmou que o governo brasileiro não vai arcar com os custos do transporte de profissionais cubanos que participavam do Mais Médicos que deverão voltar para o país de origem. De acordo com o ministro, os gastos ficarão por conta do governo cubano, que decidiu interromper a colaboração, firmada em 2013. "Não faz sentido o governo brasileiro ter despesa com a logística de remoção dos profissionais, uma vez que o rompimento foi feito por Cuba", disse Occhi.
A decisão do governo cubano de não renovar o Mais Médicos foi comunicada ao País semana passada. Ela foi tomada numa reação a declarações feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, de que médicos do programa teriam de ter a validação do diploma e que o pagamento seria feito de forma integral para o profissional. Hoje, cerca de dois terços do salário do médico cubano são repassados para o governo da ilha.
Occhi afirmou que o governo cubano já está ciente da decisão do País, de não colaborar com dos custos da remoção. "Eles já estão providenciando a remoção. Cuba afirmou que isso será feito o mais rapidamente possível. Estamos trabalhando com a saída imediata", disse o secretário executivo do Ministério da Saúde, Adeilson Cavalcante.
A expectativa é de que a remoção seja feita até o dia 12 de dezembro. "A saída não depende do governo brasileiro. Ela depende da capacidade logística do governo cubano", disse Occhi. Ele afirmou que profissionais interessados em permanecer no País poderão ficar no País e trabalhar no programa, desde que tenham a certificação do diploma. "O Brasil não está conversando com médico cubano. Isso é uma decisão pessoal de cada médico. Mas o Brasil irá facilitar a permanência do médico no País desde que ele cumpra o revalida. Ele pode participar", disse Occhi.
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