Irritada com vazamento da delação de Palocci, Gleisi cobra Moro
No Twitter, a presidente do PT reclamou da PF e do ministro da Justiça
Após vazamentos de mais trechos da delação premiada de Antonio Palocci implicando Lula, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann foi até o Twitter reclamar sobre a Polícia Federal e o ministro da Justiça, Sérgio Moro.
De acordo com o jornal O Globo, Palocci teria dito à PF que entregou dinheiro em espécie para o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Os repasses teriam sido feitos no avião presidencial em caixas de uísque. O ex-ministro teria assumido ter levado R$50 mil em espécie para o então presidente no Terminal da Aeronáutico em Brasília.
O depoimento foi prestado após a homologação da delação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Trechos já tinham sido divulgados em setembro, poucos dias antes do 1º turno das eleições presidenciais.
A Polícia Federal de Sérgio Moro vazou velhas mentiras de Palocci. Só delação, zero prova! No caso Bolsonaro, depósitos na conta. E agora Moro?!
— Gleisi Lula Hoffmann (@gleisi) 19 de janeiro de 2019
Pelo Twitter, Gleisi voltou a descredibilizar as acusações de Antonio Palocci, classificando-as como "velhas mentiras". Ela ainda apontou suposta coincidência com o timing da revelação, já que ontem uma investigação do Jornal Nacional apontou para suposto esquema de repasses suspeitos pelo motorista Fabrício Queiroz tendo como beneficiário o senador eleito Flávio Bolsonaro.
Médico, Antonio Palocci foi ministro da Fazenda de Lula até março de 2006, quando deixou o cargo após a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, testeminha de acusação contra o político na CPI dos Bingos. Ele voltou ao governo ao ser convidado por 2011 para chefiar o ministério da Casa Civil de Dilma, pedindo demissão meses depois por ser acusado de enriquecimento ilícito.
Palocci foi condenado por Sérgio Moro a 12 anos e dois meses de reclusão após a Operação Omertà, um desdobramento da Lava Jato. Ele, porém, teve a pena reduzida após homologação de delação premiadapelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e teve o pedido de prisão domiciliar aceito em novembro do ano passado.
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