“Odiava o meu rosto”, diz jovem que ficou viciada em filtros ao postar selfies
A estudante britânica conta que tinha medo de alguém rir da sua aparência ao ver que ela era "diferente" no mundo real e nas fotos publicadas online
Em fevereiro de 2018, Maisie Hazelwood, de 19 anos, que vive em Maidstone, na Inglaterra, fez download, em seu celular, de um aplicativo que permite colocar filtros nas fotos e, principalmente, ao tirar selfies. Com o passar do tempo, no entanto, ficou viciada nas imagens editadas que eram publicadas em suas redes – e isso afetou sua autoestima.
A estudante passou a aplicar os filtros para adaptar suas imagens. Porém, oito meses depois, o aplicativo parou de funcionar e Maisie não se aceitava como era. “Eles me faziam parecer mais bonita”, conta, de acordo com o Daily Mail . A jovem não gostava de ser ver ao natural e estava muito infeliz com a sua imagem – e até deixou de se olhar no espelho.
Nessa época, a britânica parou de usar maquiagem e estava sem energia para sair do quarto. “Odiava o meu rosto. Eu me tranquei completamente e não deixei ninguém me ver, pois achava que as pessoas iriam rir de mim por ser uma pessoa tão feia em comparação ao que viam online”, afirma.
“Meu filtro favorito era aquele que me dava cílios mais longos e um piercing no nariz, o que fazia meu rosto parecer absolutamente impecável. Qualquer mancha ou defeito que eu tivesse desapareceria. Me apaixonei por como isso me fazia parecer e me afastou da realidade da minha própria aparência”, relata.
Quando Maisie fez o download, ela pegou uma foto para postar em suas contas das redes sociais. "O aplicativo foi perfeito para eu tirar uma selfie rápida antes de sair de casa, já que os filtros sempre consertariam qualquer coisa que eu não gostasse no meu rosto”, expõe.
A jovem conta que não percebia que estava viciada até que sua família pediu para ela enviar fotos recentes e não havia nenhuma sem edição. "Neste momento, eu não tinha tirado uma fotografia não editada em quase um ano, então realmente abriu meus olhos para o fato de que eu precisava eliminar o vício", reconhece.
Para recuperar o controle sobre sua vida, a estudante deixou de usar a câmera frontal do celular – e excluiu o aplicativo de vez. “Minha confiança estava unicamente online nessas lindas fotos filtradas e eu não confiava na vida real, nem o suficiente para me olhar no espelho. Então, eu me forcei a excluir o app”, relata.
Depois de apagá-lo, sentiu uma grande sensação de alívio e, mesmo que o processo não tenha sido rápido, ela conseguiu sair de casa de novo e a se aceitar diante do que enxergava no espelho. “Agora, toda vez que eu faço uma selfie, eu me certifico de que está na câmera normal e sem edição. Quero que as pessoas saibam que não devem perder sua beleza natural em um mundo de filtros ”, finaliza.
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