Divisa entre AL e SE continua bloqueada por indígenas
Segundo manifestantes, protesto não tem hora para acabar
Mais de cinco horas após o início do bloqueio da rodovia BR-101, próximo ao posto da Receita Federal em Porto Real do Colégio, o protesto dos indígenas que impede a passagem de veículos na divisa entre Alagoas e Sergipe não tem hora para acabar.
"Continuamos aqui e a nossa intenção é sair apenas quando a gente tiver a garantia que a saúde indígena não vai ser municipalizada", afirmou Ricaro Campos, líder da aldeia Tingui-Botó, de Feira Grande.
Segundo ele, indígenas de todas as tribos de Alagoas estão presentes na manifestação, que começou por volta de 7h e faz parte de uma mobilização nacional contra a municipalização da saúde indígena.
Equipes da Polícia Rodoviária Federal estão no local do protesto tentando negociar ao menos a abertura parcial da rodovia, diante do engarrafamento que se formou nos dois sentidos, mas os manifestantes continuam irredutíveis.
O protesto é uma reação ao anúncio feito pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que anunciou no mês passado, que avalia repassar aos municípios e ao Estado a responsabilifade pelo atendimento da saúde indígena, as exceções seriam áreas distantes do Acre e Roraima, cujo atendimento seria mantido pela União. Na prática, essa decisão acaba com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), que atualmente atende 705 mil indígenas em todo o país.
Com isso, a atenção básica deixaria de existir dentro das aldeias e os indígenas teriam que procurar postos de saúde para atendimento médico. Além da grande distância a ser percorrida em algumas localidades, as lideranças temem que os índios fiquem desassitidos e que surjam conflitos entre etnias e grupos ligados à política local.
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