"Lava Jato não é uma instituição; País não se faz de heróis", diz Toffoli
Segundo ele, a investigação nasceu de acordos republicanos, feitos pelos Três Poderes
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, criticou nesta segunda-feira, 12, durante evento do Lide em São Paulo, a percepção de que a operação Lava Jato virou uma instituição. Segundo ele, a investigação nasceu de acordos republicanos, feitos pelos Três Poderes, e afirmou que a operação "não manda nas instituições".
Toffoli afirmou que, durante os últimos anos, qualquer reação de algum poder em relação à operação foi percebida erroneamente como uma tentativa de acabar com a Lava Jato. "Não se pode permitir na República que algo se aproprie das instituições. (...) Temos que dizer isso abertamente. A Operação Lava Jato é fruto da institucionalidade, não é uma instituição", disse, completando: "Um país não se faz de heróis, se faz de projetos".
Ele criticou a tentativa de criação de um fundo de R$ 2,5 bilhões voltado para a operação. E elogiou, por outro lado, a sugestão de inclusão do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Banco Central, tirando o órgão da disputa entre Ministérios da Justiça e da Economia.
Mudanças na Constituição
Mais cedo, o presidente do STF deu sinais de que de fato encabeçou a campanha para a redução da Constituição Federal. Durante participação de cerca de uma hora e meia na 20ª Conferência Anual Santander, o magistrado falou por pelo menos cinco vezes sobre a necessidade de se tirar da Carta Magna temas pertinentes, por exemplo, à economia.
"Sou a favor da desidratação da Constituição Federal", disse o ministro do STF durante sessão de perguntas e respostas no evento. Antes, durante sua apresentação, o ministro do STF havia falado que tem conversado com o presidente da República Jair Bolsonaro e com o ministro da Economia, PauloGuedes, para que as questões tributárias sejam retiradas da Constituição.
Na avaliação de Toffoli, a cada reforma que se faz no Brasil, o texto constitucional cresce e, por isso, ocorre a judicialização dos temas, o que colabora para aumentar a insegurança jurídica no País. O presidente do STF recebeu o apoio do presidente da Câmara dos Deputados Federais, Rodrigo Maia(DEM-RJ), para quem uma Constituição mais enxuta trará maior segurança jurídica para os investidores.
Veja também
Últimas notícias
Câmera flagra furto de moto na orla da Pajuçara, em Maceió
Dosimetria: Moraes nega pedido de Debora do Batom para reduzir pena
Hantavírus: militares saltam de paraquedas em ilha para deixar remédio
Inmet emite alerta de acumulado de chuvas para cidades de Alagoas
Deputado bolsonarista manda ofício à CBF pedindo convocação de Neymar para Copa
Filha doa medula para salvar a vida de mãe com leucemia
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
