Ministro da Educação de Bolsonaro insulta Macron: "ferro no cretino"
Ataques de ministro acontecem no mesmo dia em que Macron anunciou ajuda do G7 a países afetados pelos incêndios, incluindo o Brasil.
O ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro (PSL), Abraham Weintraub, recorreu ao Twiter, neste domingo (25), para atacar o presidente da França, Emmanuel Macron, e sugerir “ferro no cretino”.
“Os franceses elegeram esse Macrón, porém, nós já elegemos Le Ladrón, que hoje está enjauladón...Ferro no cretino do Macrón, não nos franceses...”, escreveu Weintraub em seu perfil oficial na rede.
O xingamento é feito em meio a declarações críticas de Macron ao governo Bolsonaro, por conta da onda de incêndios criminosos em território amazônico. O francês, por sinal, foi peça-chave a dar ao caso a dimensão de uma crise internacional, ao pedir que o assunto fosse discutido na reunião do G7, neste fim de semana, na França.
Macron chegou a dizer que queria “ações concretas” do governo brasileiro a respeito das queimadas, sem as quais não referendaria o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.
A posição do francês, entretanto, encontrou coro apenas por parte do governo da Irlanda. Alemanha, Reino Unido e Espanha – ainda que esta não integre o G1 – querem manter o acordo entre o blocos.
Apesar de crítica, Macron anuncia ajuda do G7
Os ataques do ministro de Bolsonaro acontecem pouco depois de os países do G7 concordarem em ajudar os países afetados pelos incêndios que assolam a Amazônia "o mais rápido possível". O anúncio foi feito pelo presidente francês.
"Há uma convergência real para dizer que todos concordamos em ajudar os países afetados por esses incêndios o mais rápido possível", disse Macron, anfitrião da cúpula de países industrializados na cidade de Biarritz.
Na última semana, as discussões sobre o têm sido afetadas também por questões sobre a soberania dos países onde a Amazônia está, incluindo o Brasil.
Eduardo Bolsonaro e o vídeo sobre Macron
Os ataques do ministro da Educação ao chefe de Estado francês não foram os únicos de aliados de Bolsonaro. Nessa semana, por exemplo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente e cotado para assumir a embaixada do Brasil nos EUA, compartilhou em sua conta do Twitter um vídeo que chama Emannuel Macron, de "idiota". O tuíte foi feito horas após o líder francês convocar o bloco econômico G7 a discutir as queimadas na Amazônia.
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