Embaixada do Brasil em Washington defende Lava Jato
Na missiva, a embaixada defende a força-tarefa, dizendo que o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi "justo e imparcial"
Na tentativa de contestar a narrativa negativa sobre o país no exterior, a embaixada do Brasil em Washington enviou carta a deputados democratas que questionaram a colaboração do Departamento de Justiça americano com a operação Lava Jato.
Na missiva, a embaixada defende a força-tarefa, dizendo que o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi "justo e imparcial", e elogia o "comprometimento do presidente Bolsonaro com o combate à corrupção".
No dia 20 de agosto, 12 deputados americanos enviaram uma carta ao secretário de Justiça dos EUA, William Barr, afirmando estarem preocupados com a colaboração da Justiça americana com a força-tarefa brasileira porque "apesar de ter revelado um vasto esquema de corrupção envolvendo políticos brasileiros e setor privado, há inúmeras indicações de que irregularidades e viés corromperam a operação".
Em sua missiva, o embaixador Nestor Forster contesta o que os deputados chamaram de "acusações infundadas de corrupção" contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Ao contrário do que diz (sua) carta, Lula da Silva foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção após um processo judicial justo e imparcial", diz Forster, que é encarregado de negócios na embaixada --está no comando do posto interinamente até que um novo embaixador assuma.
Ele chegou a ser o mais cotado para assumir a embaixada, mas foi preterido pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), escolhido pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro.
Na carta, Forster afirma que os congressistas "receberam informações erradas".
"Eu discordo fortemente da visão exposta em sua carta sugerindo que a indicação do ministro da Justiça, Sergio Moro, foi 'uma demonstração de gratidão' por ajudar o presidente Jair Bolsonaro em 2018 'ao deixar Lula fora da cédula eleitoral'".
E o diplomata ressalta que o processo que resultou na eleição de Bolsonaro foi livre, transparente e contou com observadores internacionais. "A nomeação de Moro como Ministro da Justiça se apoiou em suas credenciais impecáveis como um dos líderes da onda anticorrupção no Brasil".
Forster encerra a carta com elogios à conduta do presidente, afirmando que "o comprometimento do presidente Bolsonaro com o combate à corrupção é um ponto de inflexão na política brasileira e abre caminho para instituições democráticas ainda mais fortes e um país mais próspero".
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