Promotor concorda com prisão de guardas suspeitos no sumiço de pedreiro em Campo Alegre
Andresson Chaves afirma que Carlos Eduardo Avelino da Silva e Marcelo Misael dos Santos podem ter assassinado jovem
Uma semana depois do desaparecimento do servente de pedreiro José Renildo Cassimiro da Silva, o promotor da comarca de Campo Alegre, Andresson Chaves, se manifestou a favor do pedido de prisão de Carlos Eduardo Avelino da Silva e Marcelo Misael dos Santos, que trabalham como guardas da prefeitura de Campo Alegre. A manifestação, que endossa o pedido de prisão feito pela Polícia Civil, foi encaminhado para o Judiciário na quarta-feira (09).
Em seu parecer, Andresson Charles Silva Chaves afirmou que a dupla de guardas municipais é suspeita de ter cometido os delitos de homicídio doloso e ocultação de cadáver, ambos previsto nos artigos 121 e 211 do Código Penal Brasileiro.
Segundo o promotor de justiça, “no dia 4 de outubro do presente ano, por volta das 16h30, a vítima simplesmente filmava uma ocorrência relativa a um acidente de trânsito na localidade de Luziápolis, zona rural de Campo Alegre, quando os representados, sentindo-se incomodados com o fato e agindo mediante violência, conforme demonstram as imagens amplamente divulgadas em todos meios de comunicação, colocaram o agredido dentro da viatura da Guarda Municipal e, com ele, deslocaram-se para lugar incerto e não sabido, tendo retornado já em horário noturno sem a condução da vítima”, relatou ele.
Para o Ministério Público, “há fundadas razões de serem os demandados autores do crime em tela, seja pelos fatos trazidos aos autos pela autoridade policial, ou devido à existência das imagens já mencionadas. Outrossim, cumpre salientar, que já em sede de diligências, às margens da Usina Seresta, a Polícia Civil, ora representante, localizou fragmentos de vidros de carro, possivelmente da viatura, bem como manchas vermelhas aparentando ser sangue humano. Além disso, informou o chefe da Guarda Municipal do distrito de Luziápolis que o veículo utilizado no caso se encontrava com o vidro da porta traseira do lado do motorista quebrado, o que evidencia a possibilidade de luta corporal, e inclusive, o referido automóvel, aparentava ter sido lavado recentemente, tudo, acreditamos, com o intuito de encobrir qualquer prova contra os representados. Por fim, evidenciamos que apesar dos esforços empreendidos, os acusados simplesmente não foram localizados, ou seja, fugiram da cidade”, detalhou Andresson Charles em sua manifestação expedida ao Juízo daquele município.
A fundamentação para a prisão
De acordo com a Promotoria de Justiça, a decretação da prisão dos dois guardas municipais está fundamentada porque as investigações mostram que há fortes indícios de que ambos têm participação no crime de homicídio doloso contra José Cassimiro da Silva. “Além disso, resta demonstrado que possíveis testemunhas estão com receio de prestar informações por temerem qualquer tipo de represália. O que evidência, a saciedade, o comprometimento das investigações”, apontou o membro do MPAL.
E, finalizando sua manifestação, Andresson Charles alegou que, “pela forma que anotou a autoridade policial a prática delituosa, restando evidente a extrema gravidade dos fatos, exteriorizada a acentuada periculosidade da dupla representada, manifesta-se o órgão do Ministério Público pelo deferimento da representação da Polícia Civil para que seja decretada a prisão temporária dos indiciados Carlos Eduardo Avelino da Silva e Marcelo Misael dos Santos”, concluiu.
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