Quatro cidades alagoanas iniciam Curso de Licenciatura Intercultural Indígena da Uneal
Aula inaugural foi realizada nos quatro pólos do programa no interior de AL
Pariconha, Joaquim Gomes, Palmeira dos Índios e Porto Real do Colégio. Estas são as cidades que irão sediar as graduações da segunda versão do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena (CLIND-AL). Nos últimos sábado (19) e domingo (20), os coordenadores administrativos do programa, professores Jairo José Campos da Costa e Margarete Paiva conduziram a aula inaugural dos quatro pólos, acompanhados da procuradora de Estado, representando a Procuradoria Geral do Estado, Rosana Colen.
O CLIND vai atender a 280 índios de todas as etnias do Estado de Alagoas que terão acesso aos cursos de pedagogia, letras, matemática, história e geografia. Esta é a segunda ação do gênero no Estado, tendo sido a Uneal a primeira instituição de ensino superior de Alagoas a realizar o programa que já formou oitenta índios. Nessa nova edição, com a anuência do governador Renan Filho, será operada com recursos do Fundo de Combate à Pobreza de Alagoas (FECOEP).
“Foram dois dias de festa para os povos tradicionais indígenas de Alagoas. Envolvidos pela fumaça das xanducas à base de ervas oriundas da fauna alagoana e abençoados por Deus Tupã e pelas divindades protetoras da natureza, demos a largada da segunda versão do CLIND. Gratidão ao Fundo de Combate à Pobreza, pelo financiamento, gratidão aos envolvidos, por nos ajudarem nessa tamanha ousadia, gratidão aos povos e suas lideranças, pelo reconhecimento do nosso trabalho. Queremos crer que teremos o apoio incondicional dos gestores da UNEAL para combatermos o bom combate e superarmos todos os desafios que virão pela frente”, afirmou Jairo Campos.
A procuradora Rosana Colen ministrou a palestra “O lugar do índio na legislação brasileira”, nos quatro pólos, durante a aula inaugural.
Estiveram presentes às solenidades, as lideranças das etnias, dos municípios, da Fundação Nacional do Índio (Funai) , dos pólos-base de saúde indígenas, como também dos diretores das escolas indígenas onde funcionarão as atividades, além do Fórum de Educação Escolar Indígena de Alagoas.
Coordenação local
Em Pariconha, na aldeia Jiripankó (etnias Jiripankó, Katokin, Karuazu, Koiupanká, Kalankó e Pankararu), as atividades foram organizadas pelo professor Adelson Lopes, coordenador de História e pela professora Iraci Nobre, coordenadora de Letras. No polo Palmeira dos Índios, na sede do Campus III (Etnias Xukuru-Kariri e Tingui-Botó), quem organizou o momento foi a professora Rosa Lima, coordenadora de Geografia. Em Porto Real do Colégio, na Aldeia Kariri-Xokó (etnias Kariri-Xokó, Aconã e Karapotó) as atividades ficaram a cargo do coordenador de Matemática, professor João Ferreira. Por fim, em Joaquim Gomes, no polo Wassu-Cocal (etnia Wassu-Cocal), as atividades foram conduzidas pela docente Mary Selma Ramalho, coordenadora de Pedagogia.
Veja também
Últimas notícias
Distribuição de leite de vaca é suspensa em AL; Estado pede novo aporte federal
Mulher morre após se afogar na praia da Pajuçara, em Maceió
Homem é preso em flagrante por tráfico de drogas na zona rural de Arapiraca
Censo Agropecuário oferece 421 vagas para recenseadores em Alagoas
Presidente do Paraguai apresenta renúncia em meio a crise em banco no país
Pela primeira vez Maceió recebe Copa de Handebol Master Paraíso das Águas
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
