Desembargador nega pedido de prisão contra o prefeito de Delmiro Gouveia
Além de padre Eraldo, outras autoridades do município são acusadas de irregularidades
O desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), negou o pedido de afastamento e prisão preventiva contra o prefeito da cidade de Delmiro Gouveia, Eraldo Joaquim Cordeiro, mais conhecido por Padre Eraldo. A solicitação à Justiça havia sido formulada pelo Ministério Público Estadual (MPE), através do procurador geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça. O prefeito é acusado pelo MPE de liderar uma organização criminosa que teria fraudado processos administrativos em favor de duas empresas, gerando prejuízo de quase R$ 4,6 milhões aos cofres públicos.
O desembargador, entretanto, determinou quatro medidas cautelares que devem ser cumpridas pelo prefeito de Delmiro Gouveia, padre Eraldo, e os demais envolvidos, que incluem vereadores, ex-secretários e um pregoeiro. Confira as medidas: Comparecer todo dia 30 de cada mês, na secretaria da 1ª Vara de Delmiro Gouveia; proibição de manter contato com denunciados, testemunhas e empresas relacionados aos fatos denunciados pelo MP; impedidos de se ausentar do país sem autorização do Poder Judiciário; e ainda entregar o passaporte à Justiça no prazo de 48 horas.
O desembargador Washington Luiz ainda desmembrou o processo. Com esse desmembramento, vão ficar respondendo perante o tribunal de Justiça o prefeito Padre Eraldo, além de Francisco de Assis Pereira de Sá, Ezequiel de Carvalho Costa, Fabíola Marques de Lima, George Lisboa Júnior, Raimundo Válter Benício e Marcos Antônio Silva. Os demais seguem para a 17ª Vara Criminal da capital.
A decisão foi tomada no dia 20 de novembro e publicada no Diário Eletrônico do Poder Judiciário no dia seguinte. Como se trata de uma determinação do gabinete do desembargador Washington Luiz, o Pleno ainda deve analisar o pedido.
O caso
De acordo com o MPE, teria havido fraude em processos administrativos de pagamento, favorecendo as empresas Avante Locação de Veículos e Serviços Ltda EPP e L A Major Distribuidora ME, que prestavam serviços de locação de veículos de pequeno, médio e grande porte, incluindo máquinas pesadas e transporte escolar.
Com a dispensa de licitação e o sistema de registro de preços, o SRP, a investigação apontou que a fraude foi a responsável por desvio de mais de R$ 4,6 milhões. Sendo, R$ 2,9 milhões eram recursos do próprio município de Delmiro Gouveia e R$ 1,7 milhão era proveniente de verba federal.
Veja também
Últimas notícias
Líder do Governo, Marcelo Palmeira destaca São João Massayó como motor do turismo, cultura e economia de Maceió
Homem de 68 anos é preso em flagrante por estuprar cachorro no DF
Confira os números da Lotofácil 3712 sorteados nesta terça (16/6)
Jovem em surto psicótico é contido pela polícia no município de Pariconha
Ministro da Saúde ressalta importância do programa Mais Médicos para a população de AL
Gastronomia alagoana está em luto pelo falecimento da chef Juliana Almeida em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
