Professora ensina balé para meninas carentes do Conjunto Brisa do Lago, em Arapiraca
Através da arte a estudante de Educação Física proporciona cidadania para as crianças
A estudante de Educação Física Fabiana Leonel, moradora do Conjunto Residencial Brisa do Lago, na periferia da cidade de Arapiraca, é ex-dançarina de bandas de forró e há sete meses vem dedicando a maior parte do seu tempo para ensinar balé. Seu público é um grupo de 20 meninas, que vivem naquela comunidade.
Fabiana criou o grupo Ballet Dance Brisa na Ponta do Pé que começou com apenas três alunas e, atualmente, 20 meninas participam do projeto. A estudante de Educação física destaca que a dança é sua vida. “Trabalhei como artista de rua e dançarina em bandas de forró, mas sempre tive o sonho de ser bailarina”, relata.
As aulas de balé são realizadas em um salão improvisado. As dificuldades são muitas para colocar o sonho de criança em prática.
Desempregada e mãe de três filhos, sendo uma adolescente de 15 anos, que também é estudante de balé, Fabiana Leonel conta que decidiu dar aulas de balé para custear as despesas da faculdade de Educação Física e ajudar o marido no sustento da família.
Devido às dificuldades financeiras do momento, o espaço onde acontecem as aulas de balé tem apenas o equipamento de som. O local ainda não dispõe de barras de apoio para as alunas e espelhos para as meninas acompanharem os próprios movimentos.
As alunas, com idade entre sete e 11 anos, participam das aulas acompanhadas pelas mães, que registram em fotos e vídeos, com seus próprios telefones, todos os passos das filhas.
“O balé exige muita disciplina e respeito às regras, além de exercícios físicos, alongamento, postura corporal, coordenação dos movimentos e muita interação entre professora e aluna”, salienta.
A estudante de Educação Física também faz questão de agradecer o apoio da Academia de Balé Selma Pimentel. “Sou aluna e estou colocando em prática tudo que estou aprendendo com a Selma, que recebeu um troféu como a melhor professora de balé de Arapiraca”, destaca.
Fabiana Leonel diz que cobra R$ 20 por mês de cada mãe ou pai de aluna para manter o espaço funcionando. Ela buscando mais apoio de empresários e comerciantes locais para ampliar o projeto e oferecer melhores condições para as meninas.
O projeto também está sendo ampliado para aulas de zumba.
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