Globo: Regina Duarte terá de pedir suspensão da TV se assumir cargo público
A atriz está cotada para ficar à frente da Secretaria de Cultura
A TV Globo divulgou comunicado oficial no qual fala sobre a situação da atriz Regina Duarte, durante edição do "Jornal Nacional", exibida na noite de hoje.
Na nota, lida pelo apresentador William Bonner, a emissora diz que se atriz veterana de 72 anos aceitar o cargo na Secretaria de Cultura, oferecido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), terá de pedir "suspensão" da TV
"A atriz Regina Duarte tem contrato vigente com a Globo e sabe que, se optar por assumir cargo público, deve pedir a suspensão de seu vínculo com a emissora, como impõe a nossa política interna de conhecimento de todos os colaboradores", diz a emissora, sem informar até quando o contrato estará vigente.
Regina Duarte aceitou o convite de Bolsonaro para assumir o comando da Secretaria da Cultura, após a exoneração de Roberto Alvim. A conversa entre os dois ocorreu na manhã de hoje no Rio de Janeiro.
Após a reunião, definida como "produtiva" pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) ao UOL, Regina Duarte vai comparecer a Brasília na próxima quarta-feira para conhecer as instalações da pasta cultural do governo.
"Estamos noivando", disse a artista após o encontro. O termo "noivado" também foi utilizado por Bolsonaro no Twitter, mostrando foto com Duarte e o general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, ministro da Secretaria de Governo
Regina foi convidada após demissão de Alvim
O então secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro depois de publicar vídeo que causou revolta nas redes sociais.
No vídeo, com o retrato de Bolsonaro ao fundo, Alvim imita a aparência e o tom de voz de Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha nazista de Hitler. Outra referência ao nazismo é a música de fundo, a ópera Lohengrin, de Richard Wagner, obra que Hitler contou em sua autobiografia ter sido decisiva em sua vida.
Ele culpou sua assessoria pelo discurso que faz menção a Joseph Goebbels e afirmou que o episódio foi uma "infeliz coincidência retórica" resultante de uma pesquisa no Google. No fim da manhã, Alvim foi exonerado.
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