Contra coronavírus, Exército proíbe aperto de mão, abraço ou beijo nos quartéis
O documento é assinado pelo general José Luiz Dias Freitas
"O cumprimento característico da nossa profissão é a continência individual: no cenário atual de prevenção, não é necessário aperto de mão, abraço ou beijo". É o que afirma um documento restrito do Exército de orientação aos comandantes de organizações militares quanto à prevenção e outras medidas relacionadas ao coronavírus.
O informativo, a que a CNN Brasil teve acesso, diz que é essencial que os comandantes entendam e transmitam a seus subordinados e à família militar que o atual quadro de desenvolvimento da doença no Brasil requer cuidados. O texto chama atenção para o papel de cada liderança militar, de diferentes escalões, como algo fundamental para a prevenção efetiva.
O documento é assinado pelo general José Luiz Dias Freitas, comandante de operações terrestres. Estabelece que realizada uma triagem na frente de todos os quartéis, em uma barraca externa, no caso de normalidade. O pessoal da Formação Sanitária deve estar equipado de máscaras e luvas.
Durante as refeições, os militares devem ficar a 1 metro de distância, se possível, dentro dos refeitórios, mesmo que essa medida implique em rodízio entre eles, com aumento do intervalo das refeições.
Em caso de suspeita da doença, além dessas restrições, o documento prevê que os militares sejam relacionados e encaminhados para testes no serviço de saúde da própria guarnição. O Comando de Operações Terrestres deve ser comunicado.
Já em caso positivo de contaminação do coronavírus, as autoridades sanitárias devem ser comunicadas, incluindo a possibilidade dos familiares do militar com coronavírus terem sido infectados também. O objetivo dessas orientações é evitar que o Exército não se transforme em um "fator de propagação do vírus" no Brasil.
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