Adolescente e namorado confessam o assassinato de transsexual em Arapiraca
Crime ocorreu em 14 de março; corpo foi achado em uma casa abandonada
Um adolescente e o namorado dele confessaram em depoimento à polícia que mataram a marteladas e depois queimaram o corpo do transsexual Rafael dos Santos Farias, mais conhecido como "Rafinha pimenta". O homicídio ocorreu no dia 14 de março deste ano no Povoado Poço da Pedra, zona rural de Arapiraca.
De acordo com o delegado Felipes Caldas, que conduziu a investigação desse caso, "Rafinha" estava desaparecido há cinco dias e e quando o cadáver foi encontrado em um casa abandonada já estava em decomposição.
A necropsia, realizada pelo Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, indicou que “Rafinha” apresentava fratura no crânio e que seu corpo também foi queimado, teve os dentes quebrados e sofreu outros tipos de violência.
De acordo com as investigações, Rafael teria um relacionamento com um garoto menor de idade, que estaria desistindo de encontrá-lo, o que irritou o transsexual.
A vítima, então, ameaçou contar na escola do garoto, que este havia saído com ela, e que se o garoto aceitasse sair com “Rafinha” de novo, esta não contaria nada a ninguém.
O fato importante na investigação é que a polícia descobriu que “Rafinha” sempre utilizava o telefone de um amigo quando queria conversar com o garoto, e foi nessas conversas pelo WhatsApp , que as ameaças da vítima para o garoto foram descobertos.
Ainda durante as investigações, foi esclarecido que “Rafinha” queria encontrar novamente o garoto, e que este estaria tendo um relacionamento com outro rapaz, maior de idade. Teria sido ai que se iniciou a trama para matar a vítima.
O garoto, como forma de se livrar de “Rafinha”, contou tudo para o rapaz e falou das ameaças que sofria.
O rapaz, então, teria convencido o menor a chamar “Rafinha” para conversar em uma casa abandonada, local onde eles costumavam se encontrar.
Na conversa, o menor falou que iria levar um amigo, mas “Rafinha” não sabia que seria o rapaz com quem o garoto tinha um relacionamento.
O garoto pediu para que “Rafinha” arrumasse um martelo, alegando que seria para consertar a porta da casa abandonada, onde iriam se encontrar.
Segundo as investigações, o menor e o amigo seguiram em uma moto até o local combinado, e ao encontrar a vítima próximo da casa, a chamaram. Os três subiram na moto e se dirigiram para a casa.
Quando chegaram ao Povoado Poço da Pedra, o rapaz maior de idade pediu o martelo a “Rafinha”, dizendo que iriam consertar a porta da casa velha, mas na hora que vítima entregou, iniciou-se a agressão a marteladas.
“Rafinha” foi atingido na cabeça, e caiu já desacordado, mas foi agredido outras vezes. O menor juntou-se ao o rapaz e seguiram a uma localidade distante, na mesma moto, conseguiram gasolina, voltaram e atearam fogo no corpo de “Rafinha”.
Depois do crime, os dois suspeitos fugiram, e continuaram vivendo normalmente como se nada houvesse acontecido.
O menor e o namorado dele, um homem adulto, já foram ouvidos na polícia e confessaram a participação no assassinato.
O inquérito agora será enviado à Justiça.
O delegado Felipe Caldas aproveita para reforçar a importância das pessoas passarem informações para a polícia sobre crimininosos pelo disque denúncia 181, ou ainda pelo 3522-3823 da Delegacia de Homicídios de Arapiraca. O anonimato é garantido.
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