Saiba quando a vacina contra Covid-19 deverá chegar ao SUS
A revelação foi feita por meio do governador do Estado de São Paulo, João Doria, em um anúncio no Palácio dos Bandeirantes, na quarta-feira (26)
A vacina contra o novo coronavírus (Covid-19) deve estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) até dezembro de 2020, caso a última fase de testes confirme a eficácia e a segurança. O antígeno está sendo desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A revelação foi feita por meio do governador do Estado de São Paulo, João Doria, em um anúncio no Palácio dos Bandeirantes, na quarta-feira (26).
Contudo, ele lembrou sobre a necessidade de autorização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “45 milhões de doses da vacina CoronaVac estarão disponíveis no mês de dezembro [de 2020]. Quero deixar isso bem claro, com a ressalva de que precisaremos ter a aprovação da sua 3ª fase de testagem e, na sequência, por óbvio, a aprovação também da Anvisa, como Agência reguladora que cuida e tem a sua responsabilidade de aprovar todo e qualquer medicamento aplicado na população", destacou o gestor público.
Sobre a CoronaVac
A potencial vacina chinesa está na fase 3 dos testes clínicos, última etapa que confirmará a eficácia e segurança do antígeno. Em uma pesquisa coordenada pelo Instituto Butantan, nove mil voluntários divididos nos Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal se candidataram para participar do estudo.
O antígeno desenvolvido pelos pesquisadores chineses é um dos mais adiantados na corrida pela vacina. Além da CoronaVac, a potencial substância imunizante desenvolvida pela Universidade de Oxford também é uma forte candidata a ser disponibilizada para os brasileiros ainda neste ano.
Posição da Anvisa
Vale ressaltar que a Anvisa já disse que pretende acelerar processos de aprovação para um potencial antígeno, caso sua eficácia seja comprovada em todas as fases de testes. Recentemente, o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos do órgão sanitário, Gustavo Santos, confirmou que a Agência tem acelerado e flexibilizado processos em meio à pandemia para atender às demandas.
Contudo, ele lembrou que, no caso da vacina, há um prazo de 60 dias para a análise do eventual registro após a entrega da documentação necessária pela parte do interessado, mas a avaliação será prioridade e deverá acontecer em menos tempo. “A avaliação para o registro é justamente o balanço risco-benefício, para ver se os benefícios superam os riscos. Temos de nos embasar em resultados científicos válidos”, destacou ao Uol.
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