Policiais de grupo de extermínio são denunciados por homicídio do ex-vereador Miguel Ferro
Acusados já cumprem prisão preventiva e são acusados de outro assassinato em Maceió
O policial militar Alex Alves de Oliveira, o policial penal - ou agente penitenciário - Bruno Luciano Balliano, e o servidor da Secretaria de Segurança Pública Dirceu de Oliveira Souza e Silva, foram denunciados pelo Ministério Público Estadual pelo homicídio do ex-vereador de Junqueiro, Carlos Miguel de Sá Ferro, ocorrido um ano atrás no município de Teotonio Vilela. Os promotores Rodrigo Soares, Kleber Valadares e Guilherme Diamantaras, autores da ação civil contra os acusados, afirma que o trio integram um grupo de extermínio e são responsáveis por pelo mais um outro crime de pistolagem em Alagoas.
“Revela-se que os denunciados integram organização criminosa, associados entre si e com pelo menos mais dois outro indivíduos ainda não identificados, para o fim de cometimento de crimes de homicídio mediante paga ou promessa de recompensa, o chamado ‘homicídio mercenário’, agindo como grupo de extermínio. Isso ficou claro não somente em relação ao homicídio que vitimou Miguel Ferro, objeto da presente denúncia, mas também em relação ao homicídio contra José Maia, que é objeto de ação penal em curso na 8 Vara Criminal da Capital”, afirmam os promotores em um trecho da petição.
Eles se referem ao assassinato do empresário José da Silva Maia Neto, executado em frente ao seu estabelecimento comercial no conjunto José Tenório, em Maceió, no dia 1 de abril. Na fuga após o crime, eles trocaram tiros com policiais militares da Rádio Patrulha e um dos suspeitos foi baleado na mão.
Alex Alves, Bruno Balliano e Dirceu de Oliveira foram presos em flagrante pelo assassinato do empresário. O veículo e as armas que estavam com eles foram apreendidos. O carro era roubado e, após o exame de balística, foi descoberto que as armas usadas neste homicídio foram as mesmas que assassinaram Miguel Ferro.
O ex-vereador, pai de Jota Ferro, que atualmente é vereador em Junqueiro, foi assassinado no dia 31 de agosto de 2019. A vítima estava com alguns amigos em aos propriedade no sítio Chã do Remígio, zona rural de Teotonio Vilela, quando cinco pessoas se passando por policiais civis chegaram ao local: os três denunciados pelo crime e outros dois, que não foram identificados. Eles chegaram em um veículo com um giroflex, típico de viaturas policiais, usando coletes a prova de balas e com o rosto escondidos por balaclavas.
“Sem dar qualquer chance de defesa à vítima, eles e os demais indivíduos não identificados passaram a deflagrar diversos disparos de arma de fogo contra a vítima. Um desses disparos fedi efetuado com arma de grosso calibre, a saber, um fuzil calibre .762”, descreve o relatório que consta na ação penal, que pede a condenação dos denunciados por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe, e por uso de meios que impossibilitaram a defesa da vítima.
Apesar da denúncia, o promotor Rodrigo Soares informou que as investigações sobre o assassinato do ex-vereador ainda não foram encerradas. Além de descobrir a identidade dos dois outros executores do crime, ainda resta identificar o autor intelectual do homicídio.
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