Músico de black metal é condenado a 25 anos de prisão por queimar 3 igrejas
Além da pena, ele também será obrigado a pagar uma dívida de US$ 2,7 milhões (mais de R$ 15 milhões) às comunidades religiosas afetadas pelos crime
Um homem de 23 anos da Louisiana, nos EUA, foi condenado a passar 25 anos na prisão por incendiar três igrejas pertencentes à comunidade afro-americana, no que promotores afirmam ter sido uma tentativa de elevar o perfil dele como músico de black metal.
O homem, Holden James Matthews, ateou fogo às igrejas dentro de um período de 10 dias, encerrado em abril de 2019. Além da pena, ele também será obrigado a pagar uma dívida de US$ 2,7 milhões (mais de R$ 15 milhões) às comunidades religiosas afetadas pelos crimes.
Matthews declarou-se culpado das acusações em fevereiro, durante audiência em frente a um juiz. Ele foi enquadrado em três violações ao Ato de Prevenção ao Incêndio Contra Igrejas e culpado pelo uso de fogo para cometer crime, que é, em si, também uma infração.
promotores não mencionaram raça como um fator determinante para o crime cometido por Matthews, mas incêndios a igrejas no sul dos EUA remetem a um histórico de crimes com motivação racista.
"Essas igrejas sobreviveram por quase 150 anos, mas não sobreviveram ao ato distorcido de ódio do acusado", afirmou o promotor-geral assistente da divisão de direitos humanos do Departamento de Justiça, Eric S. Dreidband.
De acordo com o jornal local The Acadiana Advocate, Matthews aproveitou a audiência em que foi condenado para se direcionar aos representantes das igrejas e pedir desculpas: "Se eu pudesse voltar e mudar o que fiz, eu o faria", teria dito o homem.
Matthews ainda se declarou culpado de outras seis acusações em esfera estadual, todas ligadas aos incêndios. Elas incluem incêndio agravado de um prédio religioso e três infrações por crimes de ódio. Todas essas sentenças ainda estão pendentes.
Segundo o homem, as igrejas se tornaram alvo por conta do caráter religioso dela. Ele afirmou que tentava reproduzir atos similares que aconteceram na Noruega, na década de 1990, para elevar o status dele em meio à comunidade de black metal, gênero derivado do heavy metal, famoso por trabalhar temáticas de oposição aos dogmas religiosos judaico-cristãos.
Mentalidade adolescente
Matthews publicou fotos e vídeos dos incêndios às igrejas em sua conta do Facebook, além de ter discutido sobre os crimes em trocas de mensagens com um amigo. Segundo a promotoria, ele chega a brincar sobre qual seria o nome de uma eventual produtora de discos, fazendo menção aos crimes: "Músicas para queimar ouvindo". Segundo um dos advogados de Matthews, Dustin Charles Talbot, em pronunciamento feito em fevereiro, o homem tem um desenvolvimento social e mental de um adolescente, e os crimes não foram motivados por ódio racial. "Ele agora entende completamente a seriedade e gravidade das ações", disse.
A prisão de Matthews aconteceu depois que investigadores descobriram que o cartão de débito do jovem foi usado para comprar uma lata de gasolina, encontrada no local de um dos incêndios.
Últimas notícias
Empreendedora transforma desafio familiar em salão de referência em Girau
Polícia Federal indicia 48 investigados por fraudes em descontos no INSS
Marina JHC celebra transformação de paciente atendida pelo Sorriso da Gente
Ex-funcionária é presa suspeita de desviar R$ 43 mil em vale-alimentação
Inmet emite alerta de chuvas intensas para 54 cidades de Alagoas
Motociclista sofre múltiplas fraturas após acidente na Ponte Divaldo Suruagy
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
