Em Arapiraca, 11 candidatos a vereador não tiveram sequer o próprio voto
37 candidatos no município tiveram dez votos ou menos
Onze candidatos a vereador em Arapiraca não tiveram seu número digitado nenhuma vez nas urnas eletrônicas. Nem mesmo por eles próprios. O fenômeno, que tem ocorrido nas últimas eleições, não tem relação com o caso do candidato a vereador em Delmiro Gouveia, que fez toda campanha usando um número e só descobriu após o resultado da eleição que estava errado.
"Foi o número que meu partido repassou. Fiz toda a campanha com ele, inclusive votei nele pensando que estava votando em mim", declarou, explicando que achava que poderia ter ocorrido um erro no equipamento por não ter aparecido a sua foto.
Em Arapiraca, ao menos até agora, não é conhecido nenhum caso como o descrito acima. Dos 11 candidatos sem votos, oito são mulheres e três são homens e, numa rápida consulta ao Divulgação de Candidaturas e Contas do Tribunal Superior Eleitoral, aparentemente apenas uma das candidatas que "zeraram" as urnas recebeu R$ 2 mil de recursos do partido para fazer campanha. Nos demais, as páginas individuais aparecem sem dados de receita ou despesa.
Além dos 11 candidatos que não tiveram nenhum voto, outros 26 tiveram, no máximo dez votos. Entre eles está o ex-vereador João dos Santos (Republicanos), que obteve apenas três votos, e também Rita Nezinho (PL), que teve apenas dois votos. Ela é irmã de Rute Nezinho (PL), vice na chapa de Luciano Barbosa, e do vereador Rogério Nezinho (MDB), que está entre os mais votados em Arapiraca apesar de o registro de candidatura estar sub júdice.
Candidaturas "fantasmas"
Desde 2016, o TSE passou a criar dispositivos para evitar a existência de candidaturas "fantasmas", manobras feitas por partidos geralmente para cumprir as cotas femininas exigidas. De acordo com a Legislação Eleitoral, ao menos 30% dos inscritos pelo partido para disputar as eleições proporcionais devem ser mulheres. Ou seja, para lançar sete candidatos, o partido precisa lançar também três candidatas. Se a cota feminina não for atingida, o partido deve lançar menos homens.
Em decorrência disso, algumas legendas partidárias estariam lançando mulheres na política sem que ela tenha real intenção de disputar. Para as eleições de 2020, a Justiça Eleitoral determinou que, caso seja comprovada a existência de candidaturas fantasmas de um partido, levando o descumprimento da cota feminina, pode levar a cassação de uma chapa inteira. Uma situação dessa aconteceu no município de Valença, no Piauí. Em 2019 a Justiça Eleitoral cassou o mandato vereadores eleitos de uma chapa que usou candidaturas fantasmas em 2016.
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