Dois milhões de doses da CoronaVac chegam a São Paulo
O carregamento é o terceiro que chega da China com doses prontas ou insumos para a produção pelo Butantan
Dois milhões de doses da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida e testada pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, chegaram nesta manhã ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
A aplicação da vacina, no entanto, depende do aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O imunizante está atualmente em fase 3 de testes, a última antes do pedido de registro junto a autoridades regulatórias, no Brasil. Espera-se para a próxima semana a divulgação dos resultados de eficácia.
O carregamento é o terceiro que chega da China com doses prontas ou insumos para a produção local da CoronaVac pelo Butantan. No total, o estado tem atualmente 3,12 milhões de doses a serem disponibilizadas da vacina.
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), esteve no aeroporto acompanhado do diretor do Butantan, Dimas Covas, e do secretário estadual de Saúde, Jean Gorintcheyn, para receber a carga.
Segundo o tucano, trata-se do maior lote de vacinas do Butantan e Sinovac que já chegou ao Brasil. "As vacinas estão chegando, a vacina do Butantan para ajudar e salvar milhões de brasileiros", disse Doria em um vídeo divulgado pelo governo.
"É a primeira vacina que está sendo produzida no Brasil e na América Latina. É um dia importante, semana que vem teremos mais vacinas chegando e essa é a nossa função: trazer as vacinas para que elas possam ser usadas o mais rapidamente possível", acrescentou Covas.
Uso emergencial
O governo paulista já afirmou que entrará na semana que vem com um pedido de liberação de forma simultânea na Anvisa e na agência sanitária chinesa. Com isso, a gestão Doria pretende ter uma autorização para começar a vacinação no início do ano.
"A partir de janeiro é possível que tenhamos autorização para o uso da vacina", disse ontem Covas em coletiva de imprensa. "A partir do dia 15, é possível que tenhamos 9 milhões de doses para serem usadas nos brasileiros. A vacina não pode ficar na prateleira, tem que ir para o braço dos brasileiros", completou.
Na segunda-feira (14), quando o governo paulista anunciou o adiamento da divulgação do resultado de eficácia da vacina CoronaVac, argumentou que esse adiamento seria feito para solicitar o registro definitivo da vacina, o que facilitaria a aprovação do imunizante. Ontem, porém, o Butantan disse que também vai pedir o uso emergencial, mas manteve a divulgação da eficácia na semana que vem.
SP mira em Plano Nacional de Imunização
Depois de meses de quebra de braço com o governo federal, o governo de São Paulo mostra a intenção de aderir ao Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19. Só estabelece duas condições para o Ministério da Saúde: que a imunização comece antes do dia 25 de janeiro, data prevista para início no estado, e a assinatura de um documento que oficialize a compra da CoronaVac.
A cautela se justifica em uma desinteligência ocorrida com a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) há dois meses. Na primeira vez em que o ministério mostrou a intenção de adquirir a vacina da Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, o presidente acabou desautorizando o acordo publicamente.
"Precisamos ter documento firme, definitivo e irrevogável do ministério para aquisição da vacina do Butantan", declarou Doria.
Ontem, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a citar uma combinação de fatores para dizer hoje que o Brasil poderá ter, em janeiro, 24,7 milhões de doses disponíveis de vacinas em janeiro.
O Ministério da Saúde emitiu uma nota ontem esclarecendo que não estabeleceu datas para o início da vacinação. O informe vai na contramão de informações que circularam afirmando que o início da imunização ocorreria a partir do dia 21 de janeiro. Segundo a pasta, a ausência de previsão ocorre porque nenhum laboratório realizou até o momento o pedido de registro junto à Anvisa.
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