Agentes denunciam empresa que administra Presídio do Agreste por exploração trabalhista
Segundo os denunciantes, eles são obrigados a exercer a função de policiais penais
Agentes penitenciários que exercem suas funções no Presídio do Agreste, localizado na zona rural de Girau do Ponciano, procuraram o Portal 7 Segundos para denunciar que estão sendo explorados pela empresa responsável pela administração do local, a Reviver.
De acordo com um dos agentes que procurou nossa equipe de reportagem, a categoria exerce, muitas vezes, a função de polícia penal, fazendo condução de presos, intervenção em pavilhões, revista em cela, entre outras coisas, e não recebem adicional de periculosidade.
"Estamos cansados de sermos enganados por esta empresa que nos explora. Estamos lutando há anos pelo adicional de periculosidade e a empresa alega à justiça que nós não temos direito por não termos contato direto com os presos, o que é uma mentira", relatou um dos agentes, que terá a identidade preservada.
Segundo ele, os agentes são constantemente ameaçados pelos presos. "Dois dos nossos colegas foram assassinados fora do presídio por terem sido identificados como funcionários do presídio. Como que a empresa tem a coragem de dizer que não corremos risco?", continuou o agente.
O Portal 7 Segundos entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), que informou que a relação trabalhista dos agentes penitenciários do Presídio do Agreste está sob responsabilidade da empresa administradora, no caso a Reviver, que ficou de emitir uma nota oficial na última quinta-feira (25), mas até o momento nenhuma resposta foi repassada.
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