Sinteal se mobiliza pela manutenção de rodízio do pessoal de apoio nas escolas de Arapiraca
Conforme sindicalista, escola no bairro Jardim Tropical exige frequência diária dos funcionários
A regional de Arapiraca do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal) está se mobilizando em favor da manutenção do rodízio para o pessoal de apoio - merendeiras, serviços gerais e porteiros - nas escolas municipais de Arapiraca. Em pelo menos uma unidade, a direção está exigindo a frequência diária de todos os servidores, com o consentimento da Secretaria Municipal de Educação.
“Nós estamos em plena fase vermelha da pandemia. No ano passado, quando foi decretada a fase vermelha, as escolas foram fechadas e todos os servidores ficaram em casa. Dessa vez querem exigir que todos os trabalhadores do apoio cumpram expediente todos os dias, mesmo existindo uma determinação, por decreto, de rodízio para esse pessoal”, declarou a diretora de Assuntos Educacionais do Sinteal, Josy Pereira.
Ela conta que, em 2020, após a fase vermelha, o então prefeito Rogério Teófilo emitiu um decreto estabelecendo que merendeiras, serviços gerais e porteiros deveriam trabalhar em regime de rodízio, para evitar aglomeração dentro das escolas. Mesmo com a edição de vários decretos posteriores relacionados à pandemia, o artigo que tratava do rodízio não foi revogado.
Josy Pereira afirma que, desde o início do ano, o Sinteal recebeu algumas denúncias de que o decreto estava sendo descumprido em algumas unidades da rede municipal, mas a questão geralmente foi resolvida com uma visita dos sindicalistas à direção da escola.
“Mostramos que o decreto ainda está em vigor e a direção da escola acatava a determinação, que não é do sindicato, mas da própria prefeitura. Mas em uma escola, a direção resistiu em retomar o rodízio e está obrigando os três funcionários do apoio a irem trabalhar todos os dias, mesmo com a escola sem aulas”, explicou, se referindo à Escola João Nascimento, localizada no bairro Nova Esperança.
Após a recusa da direção, o Sinteal resolveu tratar do assunto com a Secretaria Municipal de Educação, que deu consentimento à escola continuar exigindo a frequência diária dos trabalhadores.
“Não é uma recusa de trabalho, é uma questão de humanidade mesmo. Se a pessoa sai de casa, se precisa pegar um transporte público para ir ao trabalho, já está correndo risco, mesmo que na escola não aconteça aglomeração. Essas atitudes fazem a gente pensar se essa fase vermelha de agora não passa de uma fachada, já que está tudo mais relaxado que na primeira. Até as escolas particulares estão funcionando normalmente”, ressaltou.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação de Arapiraca, que confirmou que o rodízio seria desnecessário na unidade. “O decreto ainda estar em vigor, mas o rodízio é feito para evitar aglomeração, o que não ocorre na escola mencionada, que está em processo de estruturação (limpeza e até de matrícula) para o provável início das aulas”, informou a assessoria.
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