Cooperativa de costureiras de SC confecciona 'cortinas do abraço' para mais de 20 casas geriátricas
Ação é resultado de parceira com empresa operadora de plano de saúde e expectativa é que mais 600 idosos utilizem item feito com plástico resistente e que pode ser higienizado
Uma cooperativa de costureiras de Blumenau, no Vale do Itajaí, está confeccionando "cortinas do abraço" que serão entregues em casas geriátricas da região. Ao todo, 24 casas de acolhimento de idosos em Blumenau, Gaspar, Pomerode, Timbó e Indaial foram escolhidas para receber o item.
A expectativa é que mais 600 idosos utilizem as "cortinas de abraços" que serão doadas até 30 de abril e ficarão nos lares por tempo indeterminado.
A primeira entrega aconteceu no dia 15 de abril em duas instituições, uma delas foi o Lar Elsbeth Koehler em Blumenau. Marise Hering pôde voltar a abraçar a mãe ao reencontrá-la.

Marlise e a mãe voltaram a ase abraçar após mais de um ano — Foto: Filipe Bagio/Divulgação
"Eu cheguei só para visitar minha mãe e consegui a glória de poder dar um abraço. Foi muito emocionante, depois de uma ano e um mês, poder abraçar a minha mãe e me sentir tão próxima dela", disse Marlise.
As cortinas são feitas de um plástico resistente que impede que o vírus ultrapasse e que pode ser higienizado rapidamente e reutilizado, segundo a empresa operadora de plano de saúde que idealizou a ação e trabalha em parceria com a cooperativa das costureiras.

'Cortinas de abraço' sendo produzidas em SC — Foto: Filipe Bagio/Divulgação
A ação da cooperativa e da empresa médica visa celebrar o mês da saúde, em alusão ao dia Mundial da Saúde que foi comemorado em 7 de abril. São 24 cortinas sendo feitas por 21 integrantes da cooperativa de costura.
Mesmo sendo feita com material seguro, segundo a empresa, os protocolos de higienização e proteção tanto para os idosos quanto para os familiares devem ser mantidos e reforçados durante a implantação e utilização das cortinas.
"É uma cortina para que as pessoas possam se reencontrar e sentir novamente a presença, entre pais e filhos, irmãos e familiares que ficaram tão distantes durante a pandemia", concluiu a gerente de marketing da empresa, Mara Rubia Olímpio.
Durante a pandemia, a cortina do abraço também foi usada por casas asilares de outras regiões do estado.

Costureiras experimentando cortina do abraço durante confecção em SC — Foto: Filipe Bagio/Divulgação
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