Câmara aprova privatização da Eletrobrás, sob críticas da oposição
Pela proposta fica aberta a possibilidade de que a maior parte das ações da empresa sejam vendidas ao mercado e não mais de controle da União
A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (19), por 313 votos favoráveis, 166 contrários e cinco abstenções, o texto-base da MP 1031/21, que prevê a privatização da Eletrobrás. Pela proposta fica aberta a possibilidade de que a maior parte das ações da empresa sejam capitalizadas, ou seja, vendidas ao mercado e não mais de controle da União. Os deputados seguiram com a votação dos destaques com mudanças no texto original.
A proposta entrou na pauta da sessão de terça (18), mas a versão final do parecer do relator, Elmar Nascimento (DEM-BA), foi apresentada apenas no fim da tarde, empurrando a discussão para o dia seguinte.
Essa votação ocorreu sob intensos protestos da oposição que tentou obstruir a pauta. Todos os requerimentos para adiamento da sessão apresentado pelos deputados oposicionistas, no entanto, foram derrubados.
Outros partidos, como o Novo e o MDB, também resistiram em votar o novo parecer do relator. Eles defenderam que fosse apreciada a versão original da proposta.
Indeferimentos
O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) chegou a indeferir duas questões de ordem apresentadas pelo líder do PT, deputado Bohn Gass (RS) na tentativa de retirar a matéria de pauta.
Em um dos requerimentos, o petista questionou a ausência de discussão da matéria em comissões mistas. mas o presidente afirmou que a instalação de comissões estava restrita devido ao sistema remoto em decorrência da pandemia.
Outro argumento usado por Bohn Gass para tentar barrar a discussão foi a existência de outras 15 MPs que estariam na fila para votação antes que o texto de capitalização da Eletrobrás fosse analisado. Arthur Lira também indeferiu sob argumento de que havia um acordo entre as duas Casas para a não observância de uma ordem na votação das MPs.
Ações da Eletrobrás
Atualmente, as ações da empresa são distribuídas entre a União, que detém 42,57%, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), dono de 16,14% e o Estado, 58,71%. Durante a quarta-feira as ações da empresa chegaram a subir na bolsa.
A MP da Eletrobrás foi enviada pelo Executivo para o Congresso em fevereiro e precisava ser votada até junho sob o risco de perder a validade. Os primeiros debates para a privatização da Eletrobrás começaram no governo Michel Temer, quando em 2018 ele assinou um decreto que incluía a empresa no Plano Nacional de Desestatização (PND).
Holding do setor, a Eletrobrás é composta por empresas de geração, transmissão e distribuição de energia. Durante o dia, as ações da empresa tiveram alta na expectativa pela aprovação da MP.
Últimas notícias
Empresário morre após acidente na área da piscina de casa em Palmeira dos Índios
II Feira do Empreendedor destaca talentos, inovação e protagonismo estudantil em Limoeiro de Anadia
Capoeirista de Feira Grande é selecionado em edital do Governo de AL
Renato Filho quer levar modelo da Casa da Mulher do Pilar para outras regiões de Alagoas
Vítima de homicídio no Jacintinho é ex-presidiário acusado de matar quatro pessoas
Justiça manda JHC retirar publicação por discurso de ódio contra Renan Filho
Vídeos e noticias mais lidas
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
