Mortes de duas pessoas por Leishimaniose em Arapiraca acende alerta sobre o perigo da doença
Doença é transmitida por um mosquito e pode contaminar pessoas e animais

Muitas pessoas não sabem mas a Leishimaniose ou Calazar- transmitida por um mosquito contaminado pelo parasita leishimania, é uma doença que se não for tratada, pode matar. O mosquito se alimenta de sangue, portanto pode contaminar pessoas e animais. Em 2018, uma mulher que morava na comunidade rural Baixa da Onça, em Arapiraca, morreu vítima dessa doença. Em 2020, houve outro óbito na comunidade Poço da Pedra. Uma criança também foi contaminada, fez o tratamento e foi curada.
Após a picada do mosquito contaminado, uma pessoa pode desenvolver a doença num período de dois a oito meses. Febre , perda de peso, anemia, são confundidos com outras patologias, e muitas vezes, por falta de conhecimento a pessoa doente não procura o tratamento ideal. A doença está associada às condições precárias de habitação e afetando a população que vive em regiões mais pobres.

Situação epidemiológica da leishmaniose visceral em
Alagoas, 2016. Fonte: GIANS/SUVISA/SESAU-AL
Dados de 2016 da Secretaria de Estado de Saúde de Alagoas (Sesau) revelam que 48 municípios em Alagoas são apontados como áreas endêmicas da doença, ou seja são regiões que a doença se manifesta com frequência.
No Agreste, os municípios de Arapiraca, Palmeira dos Índios, Craíbas, Girau do Ponciano, São Sebastião, Campo Grande, Traipu, Igaci e Olho D´água Grande, são áreas onde há casos positivos da doença.
Controle de Zoonoses
O diretor do Centro de Controle de Zoonoses de Arapiraca (CCZ), Emanoel Cardoso, afirmou que várias comunidades que estão na extensão das rodovias AL 115 - como o Sítio Poção, até a rodovia AL 110 têm registrados casos positivos da doença em animais.
Emanoel Cardoso afirma que periodicamente equipes do CCZ de Arapiraca estão nessa localidades endêmicas colhendo amostras de sangue em cães para identificar os que estão contaminados.
Os sintomas mais comuns dos cachorros contaminados pela leishimaniose são o crescimento exagerado das unhas, descamação da pele, feridas e o emagrecimento.
Este ano, mais de dois mil exames de sorologia de animais já foram realizados. Nos casos positivos, os cães são eliminados, afirmou o coordenador do CCZ de Arapiraca.

O técnico de Entologia do CCZ, José Cláudio Barbosa, explicou que após a identificação de cães contaminados pelo leishimaniose nessas comunidades são instaladas na comunidades armadilhas para capturar o mosquito transmissor da doença.
O mosquito se alimenta de sangue, portanto deixamos as armadilhas em locais estratégicos como casas dos cachorros, galinheiros, chiqueiros, etc. Além dessas armadilhas também realizamos o borrifamento com inseticida no local, finalizou.
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