Rodrigo Cunha defende análise com prudência de MP mas se posiciona em favor do aumento do Bolsa Família
que se sabe é que haverá o aumento do valor pago e que a estimativa de custo para os cofres públicos fica entre R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões
“Precisamos saber com transparência o valor que será pago e agir com prudência e seriedade, mas adianto que sou favorável à proposta de aumento do Bolsa Família. Vamos analisar a MP do governo com cautela quanto ao equilíbrio do gasto público, corrigindo distorções caso necessário, mas com respeito à imensa população brasileira que precisa ser atendida por um programa de transferência de renda ampliado. A pandemia da Covid-19 tornou os brasileiros pobres ainda mais pobres. Neste sentido, aumentar o valor do Bolsa Família é essencial para se combater a pobreza e a miséria”.
Desta maneira o senador Rodrigo Cunha (PSDB) se posicionou nesta segunda-feira (9) com relação à nova Medida Provisória (MP) protocolada no Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo reformular o Bolsa Família, já apelidado de Auxílio Brasil. O novo valor a ser pago pelo Programa ainda não foi divulgado. O que se sabe é que haverá o aumento do valor pago e que a estimativa de custo para os cofres públicos fica entre R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões.
“O pagamento do Auxílio Emergencial se mostrou uma medida necessária, que socorreu milhares de famílias em um momento critico. O fato é que o número de pobres no Brasil se multiplicou. E uma ampliação do Bolsa Família será muito importante nesta luta por matar a fome e incluir socialmente mais e mais brasileiros. O Congresso vai se debruçar sobre a matéria, porém o compromisso social com as famílias carentes deve nortear a discussão. Para além de questões políticas, o objetivo maior tem que ser a redução da pobreza”, destacou Rodrigo Cunha.
Para a definição do valor, o governo Bolsonaro vai esperar o Congresso Nacional aprovar medidas que viabilizem o pagamento do maior montante possível. Essa foi a fórmula encontrada diante de divergências dentro do próprio governo sobre o tema. Enquanto a ala política defende abertamente que o programa que irá suceder o Bolsa Família pague um benefício de R$ 400, a equipe econômica diz que hoje há espaço no Orçamento da União para se pagar um valor de R$ 300 sem estourar o teto dos gastos públicos. Esta é mais uma tentativa do governo federal de ampliar o programa nacional de transferência de renda.
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