PIB 2021: Alagoas apresenta estimativa de crescimento de 6,50%, aponta Seplag
Dados foram apresentados pela Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (30)
O Governo de Alagoas divulgou, nesta quinta-feira (30), os dados referentes à estimativa anual até o terceiro trimestre de 2021 do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. A apresentação ocorreu durante coletiva de imprensa realizada na sede da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), que é responsável pelo levantamento junto ao IBGE.
De acordo com os dados apresentados, estima-se um crescimento de 6,50%, em relação ao mesmo período de 2020. O avanço é justificado pelo resultado positivo em todos os setores: Agropecuária (9,82%), Indústria (7,89%) e Serviços (5,39%).
“Alagoas foi o estado que sofreu menor queda do PIB em 2020 e a estimativa para 2021 também é muito boa. Além disso, foi um dos poucos estados brasileiros que fechou 2020 com mais empregos formais do que o ano anterior, isso é reflexo de uma economia que se mostra estável e que não apresenta grandes variações”, pontuou o titular da Seplag, Fabrício Marques Santos.
O superintendente de Produção da Informação e do Conhecimento, Robson Brandão, explica que a estimativa trimestral do PIB é uma análise de curto prazo para entender como está a conjuntura econômica do estado.
“A cada dois anos, o IBGE faz o cálculo consolidado e esse resultado estimado pode sofrer variação. Isso ocorre porque há uma dinâmica na economia e os dados podem variar, mas de forma geral o resultado final é bem próximo à estimativa, já que os dados utilizados para o cálculo da estimativa são encontrados nas bases do IBGE e do Ministério do Trabalho e Emprego", esclareceu. "A equipe faz a coleta destas informações e aplica em metodologia indicada pela literatura para auxiliar o estado a identificar como está o comportamento da economia alagoana", complementou o superintendente.
Na agropecuária no acumulado do ano de 2021, em relação ao mesmo período do ano anterior, variou positivamente em 9,82%, tendo em vista crescimento nas estimativas de produção das lavouras: cana-de-açúcar (18,04%), laranja (9,61%), banana (24,74%), abacaxi (4,85%), coco-da-baía (0,76%), amendoim (0,79%), feijão (em grão) (75,64%), milho (34,62%), tomate (10,71%), arroz (47,03%) e batata doce (2,31%). Os demais produtos: fumo (em folha) (-4,26%) e mandioca (-1,86%) tiveram variação negativa.
Já a indústria alagoana expandiu 7,89%, acarretado, em especial, pelo comportamento observado em seus subsetores: indústria de transformação (28%), construção (9,74%), eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (17,13%). Em contrapartida, o subsetor indústria extrativa apresentou queda de 26,36%, motivada pela redução na produção de petróleo e gás natural.
O setor de Serviços (5,39%) teve seu crescimento influenciado pelos subsetores: administração, educação e saúde pública, defesa e seguridade social (6,92%); comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (3,99%); atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (4,52%); alojamento e alimentação (6,34%); e transporte, armazenagem e correio (13,78).
A estimativa trimestral do Produto Interno Bruto (PIB) é um indicador que mostra a tendência do desempenho da economia de forma conjuntural em curto prazo e visa antecipar, em caráter preliminar, o comportamento da economia com base no PIB. Vale destacar que os dados e resultados apresentados são preliminares e sujeitos a retificações, pois são ajustados anualmente conforme o cronograma de atualização do sistema de Contas Regionais do IBGE retifica os pesos dos setores e subsetores.
REESTIMATIVA DO PIB 2020
Além da estimativa do PIB 2021, a Seplag repassou, com base nas atualizações do IBGE, os dados referentes a 2020. De acordo com o levantamento, houve um decréscimo de 0,35% sobre igual período de 2019. Justificado pelo resultado negativo nos setores da Agropecuária (0,78%) e de Serviços (0,34%). Na contramão, apenas o setor da Indústria demonstrou resultado positivo (0,24%).
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