Rodrigo Cunha defende MP que obriga planos de saúde a cobrirem despesas do tratamento oral contra o câncer
A medida define regras para a incorporação obrigatória de novos tratamentos pelos planos e seguros de saúde, garantindo aos pacientes sua aplicação se a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não cumprir o prazo para decidir sobre o assunto
O senador Rodrigo Cunha (PSDB) defendeu nesta quarta-feira (9) a aprovação pelo plenário do Senado Federal da medida provisória (MP) que obriga planos de saúde a cobrirem despesas do tratamento oral contra o câncer (MP 1.067/2021). A medida define regras para a incorporação obrigatória de novos tratamentos pelos planos e seguros de saúde, garantindo aos pacientes sua aplicação se a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não cumprir o prazo para decidir sobre isso.
Segundo o texto, o prazo para a ANS concluir a análise do processo de inclusão de procedimentos e medicamentos na lista dos obrigatórios será de 120 dias, prorrogáveis por mais 60 dias. Quanto aos medicamentos contra o câncer de uso oral e domiciliar, inclusive aqueles com tratamento iniciado na internação hospitalar, o fornecimento pelos planos de saúde será obrigatório segundo a medida provisória.
“Tenho trabalhado em prol da saúde dos alagoanos, e inclusive ajudamos a erguer em Arapiraca um hospital – o Hospital do Amor – para ajudar no combate ao câncer, com dignidade e respeito aos pacientes que precisam do SUS e que têm o diagnóstico desta doença. Os planos de saúde precisam fornecer estes medicamentos, as mensalidades são caríssimas e quem tem câncer precisa de tratamento o mais completo e rápido possível. Vamos votar pela aprovação desta MP e pelo fornecimento destes medicamentos pelas operadoras”, disse Rodrigo Cunha.
O uso de quimioterapia oral no tratamento do câncer representa o emprego de medicamentos na forma de comprimidos ou cápsulas para diminuir ou destruir as células tumorais. Apesar de ser administrada via oral, é uma forma de tratamento sistêmico, ou seja, que atua em todo o corpo. A quimioterapia oral está recomendada hoje para o tratamento de vários tipos de câncer. Em alguns casos ela substitui totalmente a intravenosa, em outros a complementa. Vários tipos de câncer podem ser tratados desta forma.
A MP ainda estabelece que será obrigatório comprovar que o paciente ou seu representante legal recebeu as devidas orientações sobre o uso, a conservação e o eventual descarte do medicamento. O recebimento dos remédios, por meio de rede própria, credenciada, contratada ou referenciada, poderá ser fracionado por ciclo de tratamento. O projeto também garante a continuidade do tratamento ou do uso do medicamento em análise, mesmo se essa decisão for desfavorável.
Últimas notícias
Após agredir companheira, homem se esconde embaixo da cama para evitar ser preso em Igaci
Foragido da Justiça por homicídio é preso na parte alta de Maceió
Vorcaro é preso em nova fase da operação da PF sobre Master
Acusado de homicídio em Matriz de Camaragibe é preso em Maceió
Paciente psiquiátrica ameaça marido e filha e polícia é acionada em Arapiraca
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
