Alagoas não registra explosões em agências bancárias há três anos
Desde 2018, os ataques a instituições financeiras têm diminuído drasticamente no Estado.
De acordo com a Polícia Civil de Alagoas (PCAL), faz três anos que o Estado não registra ataques a agências bancárias com explosões, pessoas sendo reféns e veículos incendiados.
Ao contrário de tempos atrás que Alagoas estava mergulhada nesse tipo de crime, em que a quadrilha - que passaram a ser conhecidas como 'novo cangaço' - agiam de forma violenta, atacando a Polícia Militar nos municípios e, em alguns casos, fazendo moradores de reféns.
Segundo levantamentos da PC, a última explosão de agência bancária em Alagoas aconteceu no dia 14 de fevereiro de 2019, no município de Porto Calvo.
Assim como tantos outros que causavam pânico na população com seus crimes, os autores desse ataque foram identificados e alcançados pela Seção de Roubos a Bancos (Serb), da Polícia Civil alagoana.
Desde 2018, os ataques a instituições financeiras têm diminuído drasticamente no Estado.
"Acreditamos que os bons resultados são fruto de um trabalho planejado de investigação da Polícia Civil do Estado de Alagoas”, disse o delegado Cayo Rodrigues, titular da Serb, seção integrante da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic).
Segundo ele, a partir do estudo de ocorrências anteriores, modo de agir dos suspeitos e perfil dos potenciais assaltantes de banco, foi traçado um planejamento prévio das ações, de modo a agir não apenas de forma repressiva, como também preventivamente.
Acompanhamento e flagrantes
A Serb passou a realizar acompanhamento de potenciais autores dessa modalidade criminosa mesmo antes das ações, o que potencializou os índices de elucidação dos ataques a agências bancárias (que hoje beira a 100%) e até mesmo flagrantes de tentativas de arrombamento.
As investigações, de acordo com o delegado, passaram a trilhar os caminhos mais abrangentes possíveis, não só focando nos autores diretos dos assaltos, mas também financiadores, organizadores e até mesmo fornecedores de instrumentos periféricos (carros, ferramentas, explosivos, etc.).
“Outro fator que certamente tem contribuído é o constante intercâmbio com as polícias investigavas de outros Estados. Ciente da tendência de interestadualidade das organizações criminosas de assaltos a banco, a constante troca de informações com investigações de outros Estados tem sido uma diretriz dos trabalhos”, acrescentou.
Ele explica que tal medida tem auxiliado não apenas nos esclarecimentos dos crimes em Alagoas, como também tem proporcionado uma contribuição para a redução da criminalidade em Estados vizinhos.
“Destacamos, por fim, ações dirigidas às mais diversas modalidades de ataque a bancos, merecendo destaque não somente o desmantelamento de grupos que atuam com a utilização de explosivos, mas também organizações que utilizam maçarico, serras, marteletes e até jammer (equipamento que pode bloquear frequência de rastreador)”, concluiu Cayo Rodrigues.
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