Vídeo: pai se emociona ao ouvir coração da filha após transplante
Marina Azambuja conta que o pai sempre teve o costume de escutar o coração dela para conferir se estava bem

Após escutar o descompasso do coração da filha desde o nascimento da filha, Angelberto Azambuja se emocionou ao ouvir o novo ritmo no peito de Marina Moreira Azambuja, hoje com 30 anos. O tão esperado transplante veio no fim de maio, no Hospital Rocio, em Campo Largo (PR). Nesta semana, o pai pôde sentir o resultado da cirurgia.
“O meu pai foi uma pessoa sempre muito emotiva, uma pessoa que sempre teve muita fé na minha recuperação, uma pessoa muito carinhosa comigo, muito atenciosa, preocupado sempre”, diz Marina.
Ela relembra que seu pai costumava colocá-la em seu colo, desde criança, para ouvir seus batimentos. “Ele dizia: ‘Hoje está bom’, ‘Hoje não está. Se cuida, filha. Está tomando remédio? Tomando água?’.”
Angelberto lembra que a batida do coração da engenheira lhe causava angústia. “O coração dela batia bem fraco, descompassado, feio, ruim. Mas, depois, do transplante, quando eu ouvi…”, relata, emocionado.
Ela conta que não via os pais há 20 dias, data em que começou a preparação para a cirurgia. Nesta semana, no entanto, pediu para os médicos que o pai entrasse no quarto e escutasse seus batimentos.
“A emoção de ter visto ele depois de 20 dias de coração novo foi muito intensa. Ele ouviu o novo batimento, foi muito intenso, porque, para ele, foi diferente. Ele sabia exatamente o som do meu coração. E agora ele ouviu aquele coração saudável, puro. Foi muito lindo. O meu pai é o meu melhor amigo.”
A mãe de Marina, Isabel Azambuja, relata que o momento foi inescritível para ela também. “Para nós, pais, é um renascer. Não tem uma palavra que caiba essa sensação”, diz.
“No primeiro dia em que ela conseguiu se comunicar comigo, olhando para todo esse processo, ela disse para mim ‘é uma sensação estranha, parece que não sou eu’, porque ela sentia ele [o coração] batendo normal. Os olhos dela vibravam”, celebra.
Problema desde a infância
Marina, que foi diagnosticada ao nascer com arritmia intra-arterial aguda, já havia passado por duas cirurgias antes de o transplante chegar. Seu coração se desenvolveu de forma desigual, e os ventrículos – a parte inferior das cavidades do coração – ficaram muito menores do que deveriam. Agora, com 30 anos, eles tinham o tamanho esperado em uma adolescente de 14 anos.
Ela começou a sentir mudança na situação em agosto, quando viajou para sua lua de mel, em Gramado (RS). Ao voltar para casa, notou que estava piorando. “Eu não conseguia mais ir trabalhar de tão cansada que eu ficava, exausta”, relembra.
Marina relata que os médicos chegaram a considerar fazer uma terceira cirurgia, mas decidiram que a melhor chance para a jovem era um transplante. Em outubro, ela entrou na fila à espera de um órgão, e mudou-se de Chapecó (SC) para a paranaense Campo Largo para aguardar a operação.
Durante toda a espera por um novo coração, Marina conta que o marido, Alecir Elias Moreira Azambuja, não saiu do seu lado. “Mesmo a gente tendo um escritório na nossa cidade, ele se mudou para cá, veio ficar comigo.” Os dias também contaram com a paciência e o carinho da mãe, Isabel Azambuja.
“Eu me transformei em uma pessoa calma, procurei coisas que me distraíssem, redes sociais, fiz amizades… Eu nunca quis ficar parada”, afirma a engenheira civil. “Tiveram teve momentos em que eu queria voltar para a minha cidade, para a minha vida, mas eu sabia que eu não podia, que eu tinha que esperar o coração para eu voltar bem.”
Marina estava com uma amiga em uma igreja quando finalmente recebeu a ligação do hospital de que havia chegado a sua vez de receber o transplante, em 30 de maio. Ela correu para casa, fez uma mala e foi para a internação.
A cirurgia durou três horas, como conta a médica de Marina, Marcely Gimenes Bonatto, e ocorreu sem complicações, mesmo sendo extremamente complicada. “Foi uma cirurgia feita com sucesso, uma recuperação pós-operatória rápida, ela ficou pouquíssimo tempo na UTI. Tudo foi muito bem desde o primeiro momento”, relata a médica.
A expectativa é de que ela volte para casa na próxima semana, após realizar uma biópsia e constatar que não houve rejeição do órgão.
“Depois de 30 anos, tive a chance de viver de novo”, festeja Marina.
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