Mulheres que podem ter lucrado R$ 1 milhão com golpes em idosos são presas em Delmiro
Dupla se apropriava de parte de empréstimos consignados feitos por aposentados no município
Duas mulheres estão respondendo por crime de estelionato após se apropriar de parte de valores de empréstimos consignados feitos por aposentados em um correspondente bancário no município de Delmiro Gouveia. A dupla, que pode ter lucrado até R$ 1 milhão com os golpes, foi presa na quarta-feira (13).
O caso vinha sendo investigado desde que um grande número de vítimas procuraram a delegacia regional para registrar boletim de ocorrência. Um inquérito policial foi aberto, algumas pessoas foram ouvidas e o caso foi comunicado ao Ministério Público. Com os indícios de estelionato, associação criminosa e crimes contra o Estatuto do Idoso, a Justiça expediu mandados de prisão e de busca e apreensão contra as investigadas.
O delegado Rodrigo Cavalcanti comandou a operação que prendeu as mulheres e apreendeu contratos, documentos, cartões bancários e computadores.
Em entrevista à imprensa local, o delegado explicou que a maioria das pessoas enganadas são idosas, vulneráveis e analfabetas. Essas vítimas procuravam o correspondente bancário para fazer empréstimos de valores baixos e com o pagamento das parcelas descontados na aposentadoria. As vítimas recebiam os valores acordados, mas quando a parcela passava a ser descontada, descobriam que o valor do empréstimo era muito maior do que elas haviam recebido.
Conforme as investigações, as acusadas faziam o financiamento num valor muito mais alto que o solicitado pela vítima e se apropriavam da diferença de valor. "Recebemos mais de 30 denúncias de idosos, que num exemplo hipotético, faziam um empréstimo no valor de R$ 3 mil, e quando vinha o desconto na aposentadoria constava que o valor tinha sido de R$ 10 mil", declarou.
Após a prisão das acusadas, que foram levadas para a delegacia regional de Delmiro Gouveia, fotografias publicadas nas redes sociais de uma das investigadas dava a entender que ela teria sido liberada pela polícia. O delegado Rodrigo Cavalcanti confirmou que a dupla permanece presa e que as postagens foram feitas pela mãe da investigada.
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