Economia

Taxa de desemprego cai para 9,3% no 2º trimestre, diz IBGE

Esse é o menor percentual desde dezembro de 2015; desocupação atinge 10,1 milhões de pessoas

Por Poder 360 29/07/2022 11h11
Taxa de desemprego cai para 9,3% no 2º trimestre, diz IBGE
Desemprego cai 9,3% no 2º trimestre, diz IBGE - Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A taxa de desemprego recuou para 9,3% no 2º trimestre de 2022. A desocupação atinge 10,1 milhões de pessoas. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os dados nesta 6ª feira (29.jul.2022). Eis a íntegra do relatório (619 KB).

O percentual de desocupação é o menor desde dezembro de 2015 (9,1%) e também o mais baixo para o mês desde 2015 (8,4%). O índice recuou 1,8 ponto percentual em relação ao 1º trimestre do ano, quando era de 11,1%.

A taxa de desemprego caiu 4,9 pontos percentuais desde o 2º trimestre do ano passado.

Em números absolutos, a população desocupada caiu 15,6% em relação ao 1º trimestre de 2021, o que significa menos 1,9 milhão de pessoas. Em um ano, caiu 32%, menos 4,8 milhões de pessoas.

MERCADO DE TRABALHO

A população ocupada foi recorde para a série histórica, iniciada em 2012. Foram 98,3 milhões de pessoas no 2º trimestre. Subiu 3,1% (mais 3 milhões) ante o trimestre anterior e 9,9% (mais 8,9 milhões de pessoas) em um ano.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 35,8 milhões. Registrou alta de 2,6% em relação ao 1º trimestre do ano, o que são 908 mil pessoas. Subiu 11,5% contra o 2º trimestre de 2021, o que são 3,7 milhões de pessoas a mais.

Já a quantidade de empregados sem carteiras –informais– atingiu 13 milhões, o maior índice da série histórica, iniciada em 2012. O contingente cresceu 6,8% em relação ao trimestre anterior (827 mil pessoas) e 23% em relação ao 2º trimestre do ano passado, o que representa 2,4 milhões de pessoas.

A taxa de informalidade foi de 40% da população ocupada, contra 40,1% no trimestre anterior e 40,0% no mesmo trimestre de 2021. O número de trabalhadores informais chegou a 39,3 milhões, recorde da série histórica do indicador, iniciada em 2016.