CVV fecha posto de atendimento em Arapiraca devido a falta de volunários
Atendimento pelo telefone 188 não é afetado devido fechamento de unidade
Três anos após ser inaugurado, o posto de atendimento do Centro de Valorização da Vida (CVV) de Arapiraca não funciona mais. A unidade, que mantinha um atendimento local, por telefone, a pessoas que estão passando por algum sofrimento emocional, fechou as portas devido a falta de voluntários para fazer esses atendimentos.
A informação foi confirmada pela voluntária do posto do CVV Maceió, Delza Gitaí, em entrevista para o Antena7 nesta terça-feira (06). De acordo com ela, apesar de a entidade fazer vários programas de seleção de voluntários, não foi possível formar um quadro em Arapiraca.
"O posto CVV Maceió foi padrinho do posto CVV Arapiraca. Nós fizemos vários cursos lá, o posto começou a funcionar, mas depois houve dificuldade em renovar e ampliar o número de voluntários. A gente preza para que os voltunários realmente tenham disponibilidade de tempo, de 4h a 4h30, para atender", declarou.
Apesar do fechamento do posto, o atendimento pelo número 188 não foi afetado e o telefone continua funcionando para as ligações feitas de Arapiraca, assim como de qualquer outra parte do país. De acordo com Delza Gitai, os voluntários atendem uma média de 15 a 20 telefonemas a cada plantão. Número que costuma ser ainda maior no Setembro Amarelo, devido a maior divulgação nas redes sociais.
Durante a entrevista, a voluntária se referiu a depressão como "epidemia sileciosa e silenciada", se referindo à estimativa de que aproximadamente 10% da população mundial sofre com esse mal, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e também porque, ainda assim, é uma doença imcompreendida pela maioria das pessoas.
"Nós vivemos em um tempo de muita banalização da vida. É preciso que todos nós participemos desse movimento de valorização da vida e consequente prevenção ao suicídio. Precisamos estar de olho nas pessoas a nossa volta e ter atenção com aquelas que passaram a ter uma mudança de comportamento, que se tornaram retraídas, que não querem mais convivência com as outras pessoas, que mudaram seus hábitos, até de asseio. Precisamos conversar e acolher essas pessoas. Imagina um copo que vai sendo se enchendo de raiva, ressentimento, baixa autoestima, e esses sentimentos vão aumentando até o dia que ocorre algo que se torna o gatilho para o suicídio. O CVV age dando apoio para que esse copo não chegue a transbordar", explicou.
Mas para que o CVV continue mantendo os atendimentos e apoio emocional às pessoas com pensamentos suicidas, precisa do voluntariado. Delza Gitai afirma que, quem tiver interesse e disponibilidade para ajudar pode entrar em contato por meio das redes sociais ou do site da entidade e obter informações sobre o próximo programa de seleção de voluntários, cujo curso começa no próximo dia 08 de setembro.
O curso tem duração de dois meses e acontece em finais de semana intercalados. "Para ser voluntário basta ter mais de 18 anos, gostar de gente e ter disponibilidade de tempo para os plantões", ressaltou.
Assista a entrevista com a voluntária do CVV, Delza Gitai, na íntegra, no YouTube da Rede Antena7:
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