Superação: mãe se forma em psicologia ao lado do filho com deficiência
Além de deficiente visual, Hiury Ariel de Souza, de 24 anos é portador de microcefalia e mielomeningocele
Uma história pra lá de emocionante bombou na mídia: uma dona de casa de Vianópolis, Goiás, cursou e se formou em psicologia ao lado do filho que é deficiente visual e portador de microcefalia e mielomeningocele.
A história da família, contada ao G1, impressiona pela distância que Eliana Fátima Souza, de 46 anos e Hiury Ariel de Souza, de 24 anos percorriam todos os dias para chegar à faculdade. Os dois saíam de Vianópolis, com destino a Anápolis, a 79 km.
“Estudávamos à noite, foram mais de três anos indo e voltando, já que os dois últimos anos foram online. Saíamos às 17h e chegávamos em casa meia-noite”, explica a psicóloga Eliana.
Desde pequeno, Hiury já enfrentou várias adversidades, além de ter nascido com microcefalia e mielomeningocele, ele passou por diversas cirurgias, foram oito, ao todo. O jovem ainda perdeu a visão aos 8 anos de idade, por conta de um erro médico.
“Os médicos diziam que ele não iria sobreviver, mas eu nunca me abalei. Sempre tive fé”, explica Eliana, a mãe de Hiury. Foi do rapaz que partiu a iniciativa de cursar psicologia. A princípio, o curso escolhido seria direito, mas ao ventilar para a mãe a possibilidade de mudar de curso, ela logo o apoiou.
“Foi muito importante o apoio dela. Eu tenho algumas limitações, então acho que sozinho eu não conseguiria. Sou muito grato a ela”, conta Hiury. A graduação em psicologia era um sonho antigo de Eliane. Ela até chegou a cursar por menos de um semestre, mas precisou trancar as aulas.
A pandemia da Covid-19 quase parou os dois, já que Hiury gostava de ir às aulas. Com a necessidade do distanciamento social, o jovem entrou em depressão. “Ele entrou em depressão e queria parar a faculdade, mas eu não deixei. Continuamos juntos. Companheiro é companheiro”, conta a mãe.
Atualmente
Os dois obtiveram ótimas notas no curso, mas a mãe do jovem conta que ele, na maioria das vezes, sempre obtinha notas maiores que ela. “Para ele, tirar 9 não era suficiente. Tinha que ser 10”, conta.
Oficialmente formados no último dia 31 de agosto, os dois estudam abrir um consultório para atendimento psicológico. Hiury ainda planeja fazer uma pós-graduação em psicologia esportiva.
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