Assentamento em Olho D'água do Casado é importante na preservação ambiental
Sítios arqueológicos já são visitados por turistas, numa iniciativa que conta com orientação e parceria do Iphan e da Prefeitura
O Assentamento Nova Esperança recebeu a visita da Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco (FPI Rio São Francisco), nesta 11ª etapa, que ocorre no alto sertão alagoano. A Equipe de Comunidades Tradicionais e Patrimônio Histórico, em conjunto com a Equipe Sede de Aprender, visitou a comunidade de trabalhadores rurais que vem desenvolvendo junto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no município de Olho d´Água do Casado (AL), um projeto de gestão colaborativa do território.
O Assentamento está localizado perto de um dos pontos mais bonitos do rio São Francisco. A população foi assentada há 20 anos com apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A comunidade promove a agricultura familiar, a proteção do bioma caatinga, a conservação de sítios arqueológicos e o fomento ao turismo cultural, ecológico e sustentável de base comunitária.

Antes da reunião com os trabalhadores rurais, a FPI visitou dois importantes sítios do Complexo Arqueológico Nova Esperança que já possuem estrutura para minimizar eventuais impactos que o turismo possa causar, como plataforma de acesso e a capacitação de trabalhadores para que sejam multiplicadores de informações aos turistas visando conhecimento técnico e preservação das pinturas e gravuras rupestres. Tudo fruto do trabalho de construção colaborativa entre o IPHAN e a comunidade.
A arqueóloga Rute Barbosa, que compõe a Equipe de Comunidades Tradicionais e Patrimônio Histórico representando o Iphan, explicou que a região do alto e médio São Francisco – incluindo Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia –, possui um alto número de sítios arqueológicos que são considerados muito importantes para compreender o povoamento da região e do Brasil em épocas pré-coloniais, havendo indícios de que alguns desses desenhos rupestres tenham mais de 8.600 anos.
A reunião ocorreu na Associação Pegadas da Caatinga, no Assentamento Nova Esperança, e contou com a participação de moradores representando as 200 famílias que apresentaram demandas à FPI, entre elas:

- A paralisação da obra da barragem que levaria água para irrigação no assentamento e que está paralisada por problemas da construtora Gautama, envolvida em escândalo de corrupção;
- A necessidade de píer para a comunidade acessar ao rio e promover passeios turísticos com pequenos barcos podendo chegar mais próximo a grutas cravadas nos cânions;
- Sinalização de trânsito nas três vilas do assentamento, pois tem crescido o número de turistas e que passam em alta velocidade pela comunidade, colocando em risco moradores, crianças e animais. Assim como ocorre quando um importante rali de motos atravessa a comunidade.
Para o procurador da República Érico Gomes, que acompanhou a visita ao assentamento, o resultado do apoio do Iphan e a dedicação da comunidade são um importante exemplo de sucesso. “Vimos como políticas públicas afirmativas de reforma agrária podem dar resultados positivos e importantes para a população rural e para a proteção ambiental e patrimonial histórico e cultural. A comunidade está de parabéns, vamos buscar mecanismos para contribuir com essa comunidade”, comentou Érico Gomes.
Últimas notícias
Ifal participa de concerto com Coro de Câmara de Campina Grande neste sábado (2)
Randolfe Rodrigues afirma que governo deve indicar outro nome para STF
TSE cassa mandato do governador de Roraima e determina novas eleições
Saiba o que funciona nos serviços da Saúde de Maceió no feriado do Dia do Trabalhador
OAB-AL repudia fala de Antônio Albuquerque contra advogada Júlia Nunes
Deputado Fabio Costa celebra derrubada de veto ao PL da Dosimetria no Congresso
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
PM flagra 47 descumprimentos no 13º dia de vigência do Decreto Emergencial
