Nova fase do projeto Recomeçar vai capacitar mais comunidades em vulnerabilidade social de Arapiraca
Solenidade que ocorreu nesta terça-feira (09) anunciou mais uma etapa dos trabalhos que visa a ampliação de vagas de cursos profissionalizantes
Oportunidade. Essa é a palavra-chave que norteia o trabalho do Projeto Recomeçar – Oficina de Jovens Aprendizes, uma iniciativa do Ministério Público Estadual de Alagoas que acontece em parceria com o Senac Alagoas, o segmento da indústria e comércio de Arapiraca e a Prefeitura daquele mesmo município. E ampliando o alcance do projeto, que agora conta com o apoio do Núcleo de Autocomposição do MPAL, uma solenidade que ocorreu nesta terça-feira (09), anunciou mais uma etapa dos trabalhos que consiste na ampliação de vagas de cursos profissionalizantes a serem serão ofertados para adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Ao todo, segundo os promotores de Justiça Maurício Wanderley e Viviane Karla Farias, respectivamente titular e substituta da 7ª Promotoria de Justiça de Arapiraca e coordenadores do Recomeçar, desde que o projeto foi implantado, mais de mil jovens tiveram a oportunidade de profissionalização, com vários deles já tendo sido inseridos no mercado de trabalho. E com a ampliação da iniciativa a partir deste momento, mais pessoas receberão capacitação: “O Recomeçar tem atuado de forma preventiva e protetiva, por meio da promoção de qualificação e da inserção no mercado de trabalho de centenas de pessoas em Arapiraca e região que vivem em condição de vulnerabilidade social. O que nós queremos em especial é possibilitar a mudança de vida e a transformação social de cada uma delas”, assegurou Maurício Wanderley.
“O papel do Ministério Público é servir à sociedade, atuando de maneira que possa ajudar na mudança de vida do cidadão, e é isso que o Recomeçar faz através de toda a rede que ele agrega. São muitos parceiros que nos ajudam a realizar esse sonho que, desde quando o projeto foi criado, passou a ser coletivo”, completou Viviane Karla.
De acordo com Rosely Alves, gerente do Senac Arapiraca, esta próxima etapa do projeto vai ofertar cursos de informática, beleza, saúde, estética, gastronomia e gestão administrativa: “O Senac tem em sua essência a missão de formar novos profissionais, possibilitando a mudança de vida na realidade da população e, claro, dentro desse contexto, está o lado da sua responsabilidade social, que passa pela oferta de cursos gratuitos, e é dentro dessa perspectiva que se entra a parceria com o Ministério Público. Muito nos orgulha integrar o Recomeçar”, disse ela.

Promotor de justiça, Rogério Paranhos, durante solenidade sobre o Projeto Recomeçar. Foto: assessoria
Fomento à resolutividade
Para o subprocurador-geral Administrativo Institucional, Lean Araújo, a parceria renovada por meio da assinatura do termo de cooperação acompanha o novo perfil de atuação do Ministério Público brasileiro: “Este é o MP resolutivo, que fomenta parcerias interinstitucionais na busca de modificar realidades que, talvez sem a intervenção de todos os atores envolvidos, não tivesse a chance de transformação. É importante também destacar o envolvimento das comunidades que, de forma rápida e eficiente, levantou as demandas e as trouxe para o Ministério Público poder fazer todas as tratativas necessárias”, pontuou.
O promotor de Justiça Rogério Paranhos, que atua no Núcleo de Autocomposição do MPAL em Arapiraca, destacou que esta atual fase do projeto teve importante contribuição das associações comunitárias: “Resolvemos trazer novos parceiros capazes de nos ajudar na ampliação dos resultados de mudança na vida dos cidadãos arapiraquenses e, a partir desse raciocínio, ninguém melhor que o líder comunitário para conhecer, bem de perto, a realidade dos moradores. E, sendo assim, as demandas sobre quantitativo de interessados e tipos de cursos nos foi trazida para que pudéssemos discutir com o Senac e com a prefeitura de que maneira elas poderiam ser atendidas, o que acabou dando certo”, detalhou.
“Para nós, chegou o pedido para fornecer o transporte para que as pessoas pudessem ir estudar, já que elas tinham a dificuldade financeira de arcar com os custos das passagens. Assumimos o compromisso e, tão logo as capacitações comecem, faremos a rota e providenciaremos os veículos necessários para dar a nossa contribuição”, garantiu o prefeito Luciano Barbosa.
O coordenador da Central Única das Favelas (Cufa) em Arapiraca, Dinho Nascimento, foi uma das lideranças que contribuiu para a efetividade desta nova etapa do Recomeçar: “Fomos de porta em porta ouvir os moradores e saber sobre suas carências, e uma delas foi a falta de capacitação profissional. Tudo foi encaminhado ao Ministério Público que, de maneira ágil, fez a devida interlocução. Estamos felizes e gratos pelo resultado”, finalizou ele.
Segundo os dados oficiais do projeto, mais de mil pessoas foram capacitadas desde 2019, ano de criação do Recomeçar.
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