Tribunal de Justiça leva Câmara Criminal para o Alto Sertão de Alagoas
Sessão do órgão julgador ocorreu nesta quarta (10), em Piranhas; iniciativa fez parte do projeto 'Aproximando a Justiça Criminal da Sociedade'
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) levou sessão da Câmara Criminal para o município de Piranhas, nesta quarta-feira (10). A iniciativa fez parte do projeto "Aproximando a Justiça Criminal da Sociedade".
"Fizemos a primeira sessão em Santana do Ipanema, estamos hoje em Piranhas e, na próxima semana, definiremos o local da terceira. Daqui pra frente faremos as sessões que forem necessárias, sempre com esse objetivo de aproximar a justiça da população", afirmou o presidente da Câmara, desembargador José Carlos Malta Marques.
Para o desembargador Washington Luiz Freitas, que é natural de Piranhas, voltar à terra natal é motivo de orgulho. Idealizador do projeto, ele defende que o Judiciário não fique "encastelado" e busque formas de se aproximar cada vez mais da sociedade.
"Somos servidores públicos. Estamos retomando esse programa com toda ênfase, com a participação popular, isso é importante e nos deixa muito alegres".
Ao todo, foram julgados 19 processos. O advogado Welton Roberto fez sustentação oral e destacou a importância da interiorização das sessões de julgamento.
"Esse é um sonho antigo. O Tribunal de Justiça está de parabéns em fazer com que o alcance aos jurisdicionados tenha essa magnitude. Fiz questão de vir pessoalmente para demonstrar que a advocacia está irmanada com o Judiciário nesse projeto de levar a justiça a todos os lugares de Alagoas", afirmou.
Os desembargadores João Luiz Lessa e Celyrio Adamastor também participaram da sessão e destacaram o êxito do projeto do Judiciário. Para o prefeito de Piranhas, Tiago Freitas, a sessão itinerante da Câmara desmistifica a imagem de que o Judiciário é inacessível e intocável.
"O Judiciário é o grande guardião da ordem pública e do estado democrático de direito. Com esse projeto ele sai das quatro paredes e avança", enalteceu o chefe do Executivo municipal.
A sessão foi transmitida por videoconferência e acompanhada, da sede do TJAL, por 70 estudantes de Direito do Centro Universitário Tiradentes (Unit). A promotora de justiça Karla Padilha representou o Ministério Público (MP/AL).
Os julgamentos ocorreram no Centro Cultural Miguel Arcanjo, no Centro Histórico de Piranhas, e foram acompanhados pelo juiz da comarca, Pedro Campanholo; pelo defensor público Genival Júnior; pelo deputado estadual Inácio Loiola e por políticos do município e de cidades vizinhas.
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