CEO da CVC renuncia; empresa já estava sem CFO
Conselho formou comitê de transição para encontrar novo CEO
Depois de um mês após a saída do CFO, Marcelo Kopel, a CVC (CVB3) acaba de anunciar a renúncia de Leonel Andrade, CEO da empresa. A notícia foi inicialmente publicada pelo site Brazil Journal e confirmada pela reportagem da EXAME Invest. A saída, diz comunicado da empresa, foi por decisão do executivo, "motivada por questões de ordem pessoal".
O conselho de administração da CVC constituiu um comitê de transição, liderado pelo conselheiro Sandoval Martins, responsável pela direção do grupo até a chegada de um novo CEO, com o apoio dos membros da diretoria executiva.
“Leonel Andrade concluiu importante etapa que lhe foi designada, tendo assumido a companhia no auge da pandemia e realizado, ao longo do período, intensa transformação organizacional, que culminou na digitalização dos negócios, com maior investimento da história em tecnologia, inovação, governança, pessoas e sustentabilidade, e redução do endividamento", diz o presidente do conselho, Valdecyr Gomes, em nota.
O conselho enviou uma carta aos funcionários da companhia, que deve ser encaminhada também a acionistas e clientes, segundo fontes ouvidas pela EXAME Invest. Na carta, o conselho agradece Leonel. "Durante seu tempo conosco, Leonel Andrade demonstrou forte liderança, visão estratégica e um compromisso enorme com o sucesso da nossa empresa. Sob sua gestão, enfrentamos obstáculos como a pandemia, alcançamos metas ambiciosas e nos tornamos uma organização mais sustentável. Tudo isso criou um ambiente de trabalho verdadeiramente inspirador, tanto para a nossa companhia como para o setor de turismo."
O contexto da CVC
Ex-Smiles, Leonel assumiu a companhia em abril de 2020, logo no começo da crise da pandemia que tanto afetou o setor de turismo. Mas a CVC vinha de momento ainda mais complexo, com problemas contábeis e precisando de uma reestruturação.Em 2019, a empresa vivia um de seus piores momentos, com erros contábeis milionários e saída de gestores e acionistas. A companhia buscou arrumar a casa, renegociou dívidas e fez forte investimento em tecnologia para digitalizar a operação.
Depois de uma primeira negociação de dívida, a companhia anunciou no primeiro trimestre deste ano a aprovação para oreperfilamento das debêntures, com uma oferta de ações que deve ser realizada até novembro no montante mínimo de R$ 125 milhões.
No primeiro trimestre de 2023, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 128 milhões. O take rate (percentual da receita líquida sobre as reservas e que funciona como uma espécie de margem do negócio) caiu de 9,7% para 7,4%."Alto impacto no take rate não é bom, mas a performance do trimestre foi positiva. O take rate [ do trimestre ] é fruto do passado, de viagens já consumidas", explicou Andrade em teleconferência sobre o balanço. O executivo admitiu a fraqueza do índice e assumiu para si a responsabilidade do que podem ter sido escolhas de impacto negativo.
Últimas notícias
Projeto Conexão UNEAL + Comunidades celebra identidade nordestina e movimenta fim de semana em Arapiraca
Amiga de Lulinha diz ter apresentado filho do presidente ao Careca do INSS
Defesa Civil de Maceió disponibiliza novo número de atendimento à população
Flávio Dino dá 48 horas para Câmara explicar viagem de Mário Frias ao Bahrein
Homem é condenado a 30 anos de prisão por matar adolescente em Cacimbinhas
Casal é preso com drogas após tentativa de roubo na Pajuçara
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
