Alagoano que fugiu após matar e queimar o corpo da esposa em Olivença é preso em Goiás
Vítima chegou a mandar áudio para familiares pedindo socorro antes de ser assassinada
O marido de Ivonete da Silva, que foi assassinada e teve o corpo queimado em dezembro de 2022, foi preso em Goiás no último sábado (05). José Inácio da Silva, 56, era procurado pela polícia alagoana e a captura dele foi afetuada em uma ação integrada entre a Polícia Civil de Alagoas e a Polícia MIlitar de Goiás, divulgada na manhã desta segunga-feira (07).
"No Natal do ano passado, na zona rural de OIlivença, esse homem assassinou a sua companheira, ateou fogo ao cadáver e a enterrou próximo a casa do casal. Testemunhas, inclusive o filho da vítima, receberam áudios dela dizendo que estava sendo ameaçada pelo companheiro", declarou a delegada regional de Santana do Ipanema, Daniela Andrade, que está à frente do inquérito policial.
José Inácio chegou a ser detido em flagrante no dia 25 de dezembro de 2022, mesmo dia em que o corpo de Ivonete da Silva foi encontrado, mas obteve a liberdade provisória na audiência de custódia, realizada no dia seguinte. No entanto, no decorrer das investigações, novos elementos reforçaram a autoria do crime e a Justiça expediu mandado de prisão preventiva, a pedido da Polícia Civil. O investigado, no entanto, já havia fugido de Alagoas.
Ele foi localizado no município de Edéia, no interior de Goiás. Ele deve permanecer preso na cidade até nova audiência de custódia, que deverá definir a transferência dele para unidade prisional em Alagoas.
Entenda o caso
Ivonete da Silva e José Inácio residiam na comunidade Rumo, localizada na zona rural de Olivença. Segundo relato de famíliares, a mulher constantemente era ameaçada pelo companheiro.
No dia 25 de dezembro, o corpo de Ivonete foi encontrado enterrado dentro de um saco plástico, em uma cova rasa, próximo à residência do casal, que havia sido incendiada. O cadáver estava mutilado e carbonizado.
José Inácio fugiu após atear fogo à residência, mas é encontrado pela polícia no sítio Capelinha, zona rural de Major Izidoro, onde teria feito ameaças a outras pessoas.
Em 26 de dezembro, a Justiça concede liberdade provisória ao investigado, alegando que a prisão aconteceu fora do prazo legal de flagrante por ocultação de cadáver. Mas foram definidas medidas cautelares, entre elas, a proibição de sair da cidade sem a prévia comunicação à Justiça, que foi descumprida.
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