IC de Arapiraca paralisa atendimento por mobilização de peritos criminais
Durante paralisação, ocorrências do Agreste e Sertão serão atendidas por equipe de Maceió
A paralisação das atividades no posto avançado do Instituto de Criminalística em Arapiraca provocou um retrocesso na atuação da perícia criminal nos municípios do Agreste e Sertão alagoanos.
Desde a segunda-feira (21), quando os peritos fixaram aviso da suspensão das atividades no posto avançado em Arapiraca, localizado no bairro Baixão, as perícias solicitadas em casos de mortes violentas, ocorrências de trânsito e crimes patrimoniais são atendidas por equipes vindas de Maceió, que era motivo de reclamação, devido ao tempo levado no deslocamento principalmente em casos ocorridos nos municípios mais distantes.
De acordo com a assessoria de comunicação do Sindicato dos Peritos Oficiais de Alagoas (Simpoal), ao menos até a próxima segunda-feira, 28 de agosto, as atividades do IC de Arapiraca permanecerão suspensas.
"A decisão de interromper o atendimento no posto avançado de Arapiraca foi tomada em assembleia, como uma forma de sensibilizar o governo de Alagoas para nossos pleitos. Na semana passada o sindicato esteve com o secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva, que ouviu as nossas reivindicações e tentamos uma reunião com o governador Paulo Dantas, mas até agora não recebemos resposta", afirmou Paulo Rogério, assessor de comunicação do Simpoal.
O sindicato reivindica o atendimento de três demandas da categoria: a implantação de um programa de incentivo à produtividade, para motivar os servidores que assumem mais atribuições; a revisão e atualização de um plano de cargos e salários, de forma gratificar os servidores que buscam se qualificar para o serviço; e a aplicação da portaria do governo federal que permite porte de arma para os peritos criminais, medida que visa reforçar a segurança pessoal dos servidores.
Paulo Rogério explicou que o sindicato aguarda, para esta semana, alguma sinalização do governo estadual em relação a pauta de reivindicações e valorização dos servidores.
"Antes do posto avançado de Arapiraca as equipes de perícia eram setorizadas, então contávamos com pessoal específico para atuar em casos de morte violenta, ocorrências de tráfego e crimes patrimoniais. Quando passamos a ter equipe em Arapiraca, não foi mais possível manter essa setorização, então todas as equipes precisam dar conta de todos os tipos de ocorrência. Isso é um retrocesso porque o trabalho da perícia necessita de uma constante qualificação e fica difícil quando não se atua em uma área específica", declarou.
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