Datafolha afirma que brasileiro está triste e preocupado com a segurança
Sentimento de grande parte da população é de desesperança, medo e desanimação em relação ao Brasil, mostra pesquisa
Uma pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha nesta sexta (15), afirma que os brasileiros estão tristes, desanimados, com medo e inseguros. Conforme dados interpretados pelo Último Segundo, as maiores preocupação dos entrevistados na pesquisa são com a violência e a saúde.
Os dados são referentes ao levantamento com 2.016 pessoas em 139 cidades brasileiras entre os dias 12 e 13 de setembro, que representa 0,9% da população brasileira. De acordo com o Datafolha, a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo os dados divulgados, apenas uma em cada seis pessoas registrou uma resposta em que o sentimento positivo ultrapassou o negativo. Conforme o instituto, 50% dos ouvidos disseram estar mais tranquilos em relação à situação do Brasil , enquanto 45% afirmaram sentir raiva.
O Datafolha indica que o brasileiro está menos negativo agora, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do que uma semana antes das eleições que elegeram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2018, no fim do governo de Michel Temer (MDB), por exemplo.
No entanto, os resultados de agora não se mostram muito diferentes quando comparados à última pesquisa feita durante a gestão de Bolsonaro, em maio de 2022, quando o mundo ainda sofria os impactos severos da pandemia de Covid-19. À época, segundo o instituto, os sentimentos da população oscilaram dentro da margem de erro (de dois pontos percentuais).
No ano passado, 52% dos brasileiros se diziam tranquilos — em 2018, o índice era de 27% —, 42% diziam ter raiva — número que era de 68% às vésperas das eleições que elegeram Bolsonaro.
Hoje, conforme o levantamento, 36% se dizem felizes, enquanto 61% afirmam estar tristes com o país. Em 2018 o cenário era pior, marcando 18% e 79%, respectivamente. Os números desta sexta, no entanto, são semelhantes aos de 2020, quando era de 34% e 63%.
Além disso, hoje, 55% dos entrevistados dizem ter mais medo do que esperança — percentual que saltou de 46% em 2020, mas ainda menor do que o de 2018, quando era de 59%.
O total dos que consideram o contrário (mais esperança do que medo) é de 44%, ante 40% em 2020 e 53% em 2022.
Os que dizem ter medo do futuro são 61% — ante 57% na rodada anterior e 62% em 2018 –, e os que dizem ter confiança no futuro pensando no Brasil são 38% — em comparação com 41% em 2020 e 36% em 2018.
Atualmente, 61% se dizem desanimados e 38% animados e o tema de maior insatisfação é a segurança. Hoje, se dizem inseguros 71% dos entrevistados — ante 69% em 2020 e 88% em 2018. Já os que se sentem seguros são 29%, em comparação com 30% há três anos e 11%, há cinco.
Ainda, 17% fizeram menção espontânea à violência como o maior problema do país — índice que era de 6% em 2022. Isso faz com que o quesito empate com a saúde pública no topo da lista de problemas apontados pelos entrevistados. Na rodada anterior, a saúde marcava 21%.
Depois disso, na lista, aparecem como problema: educação (11%), desemprego (9%), economia (8%), corrupção (6%) e miséria (6%).
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