Propriedade rural em Traipu é autuada por desmatamento de 200 hectares
Notificada pela Equipe Flora, o responsável pelo território recebeu um total de quatro multas ambientais
Na última quinta-feira (07), a Equipe Flora da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) autuou uma propriedade rural em Traipu por desmatar cerca de 200 hectares de terra, o equivalente a 200 campos de futebol. Parte do imóvel rural fiscalizado já tinha sido embargada em maio deste ano por desmatamento sem autorização, mas continuou sendo devastada gerando assim novas multas.
O coordenador da equipe explica que a situação atual poderia ser evitada caso o proprietário tivesse buscado o Instituto do Meio Ambiente (IMA) do Estado de Alagoas para realizar a regulamentação ambiental do imóvel rural após a primeira autuação, mas ao chegar no local foi observado o descumprimento do embargo, sendo esta uma das quatros multas aplicadas. “Em maio foi realizado um embargo de 135 hectares, mas o proprietário descumpriu, estava construindo um curral, além da presença de bovinos pastando na área”, comentou.
A segunda multa foi pelo depósito de produto florestal nativo do Bioma Caatinga. Foram mensurados 10,5 metros cúbicos de madeira sem autorização das árvores aroeira, angico de caroço e catingueira. A terceira foi por ter ampliado em 67 hectares o desmatamento de vegetação nativa sem autorização, e a última por ter destruído 5,8 hectares de uma Área de Preservação Permanente (APP).

Desmatamento do local foi constatado pela equipe de fiscalização. Foto: Ascom/FPI
Nessa 12ª etapa, a Equipe Flora autuou cerca de 800 hectares de zonas desmatadas por meio de 26 alvos e destruiu 22 fornos. Fazem parte da equipe o Instituto do Meio Ambiente (IMA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).
DADOS SOBRE O DESMATAMENTO
De acordo com o site Agência Brasil, o desmatamento tem aumentado 22,3% no país com relação a 2021. A agropecuária é a principal atividade de devastação de vegetação nativa, representando 95,7% do total ou 1,96 milhão de hectares. O garimpo vem em seguida correspondendo 5,9 mil hectares e a mineração por 1,1 mil hectares.
A perda da biodiversidade e a degradação do solo são duas consequências pertinentes em regiões desmatadas. A devastação vegetal é também outro problema agravante para as mudanças climáticas, pois as árvores desempenham papel fundamental na captura de dióxido de carbono da atmosfera.
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