Rodrigo Cunha questiona IMA: Braskem atuou por 30 anos sem estudo de Impacto Ambiental
Um questionamento do senador Rodrigo Cunha (Podemos) feito ao presidente do Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Alagoas Gustavo Ressurreição Lopes nesta quarta-feira (13), durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem, revelou que as operações e os licenciamentos de operação da mineradora em Maceió não têm o devido Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).
A pergunta de Cunha também revelou que além de não ter EIA/RIMA, o último documento do tipo feito sobre a exploração do sal-gema em Maceió data de 1986 – ou seja, há 38 anos – e teriam sido “extraviados”. O EIA/RIMA são documentos técnicos multidisciplinares obrigatórios que servem como uma avaliação ampla e completa sobre os impactos ambientais significativos de uma atividade que tenha impacto ambiental.
“Esta é uma informação extremamente grave. Como a operação da Braskem em Maceió seguiu por mais de 3 décadas com um estudo de impacto ambiental defasado e que, simplesmente, desapareceu? Como o IMA não sentiu falta deste documento? Como que o órgão de fiscalização ambiental do estado não armazenou, e não sabe onde está este estudo? E como ele não foi atualizado em mais de 3 décadas, mesmo diante de mudanças na legislação federal”, questionou o senador.
Gustavo Ressurreição Lopes também disse na CPI que as licenças ambientais para Braskem foram mantidas pelo órgão até 2019 baseadas só em dados apresentados pela empresa. “Nas informações prestadas pela Braskem, que vinham com os atestados de responsabilidades técnicas de seus respectivos conselhos sobre responsabilidade de técnicos”, afirmou Lopes.
O relator da CPI, senador Rogério Carvalho (PT/SE), disse depois das declarações de Lopes que houve negligência dentro do IMA. “Os dados que a gente recebeu, e diante das respostas iniciais do Sr. Gustavo [Lopes], já apontam que houve, que há indícios de negligência, não do Sr. Gustavo especificamente, mas do IMA, na concessão de licenças ambientais ao longo do tempo, em relação à exploração da mina de sal-gema no município de Maceió”, declarou Carvalho.
Últimas notícias
Motorista fica ferido após capotamento na ladeira de Fernão Velho, em Maceió
Cibele Moura participa de reunião no MP e incentiva denúncias contra fogos com estampido
Polícia investiga tentativa de homicídio a tiros em bar na zona rural de São José da Tapera
MPF cobra regulamentação de passeios e banhos de lua nas piscinas naturais de Maceió
São João Massayó impulsiona crescimento de 57% na oferta de voos para Maceió
Justiça Federal mantém delegado-geral da PC de AL afastado por mais 60 dias
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
