Profissionais do Hospital de Emergência do Agreste participam de mesa redonda sobre importância de doação de órgãos
O objetivo do encontro foi debater estratégias que possam colaborar para a redução da fila de pessoas à espera de transplantes no Estado
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) tem realizado um trabalho constante de conscientização da sociedade quanto a importância da doação e transplante de órgãos em Alagoas. O assunto foi tema de uma mesa redonda realizada no Centro Universitário Regional do Brasil (Unirb), em Arapiraca, e que contou com representantes da Central de Transplantes de Alagoas, Defensoria Pública e profissionais de diversos setores do Hospital de Emergência do Agreste.
O objetivo do encontro foi debater estratégias que possam colaborar para a redução da fila de pessoas à espera de transplantes no Estado. De acordo com a Central de Transplantes, até março de 2024, 522 pessoas estavam na fila, sendo quatro por fígado, 34 por rim e 484 por córneas.
“Não podemos esquecer que para ter transplante é preciso que tenha doação. São dois pilares que a gente precisa construir igualmente. Sabemos que o Hospital de Emergência tem um grande potencial porque é um hospital que atende trauma e uma das causas que podem evoluir para a morte encefálica é o traumatismo craniano. É necessário um trabalho de acolhimento das famílias, bom entendimento sobre a importância da doação de órgãos. É preciso conquistar a confiança e a sensibilidade de cada família para termos o “sim” necessário e dar continuidade ao processo de doação. Mostrar que as doações de órgãos salvarão outras vidas”, explicou Daniela Ramos, coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, ressaltando o trabalho dos profissionais do HEA. “São guerreiras e guerreiros empenhados em salvar vidas. A Central de Transplantes está de mãos dadas com todos para que possamos desenvolver mais ações de conscientização da sociedade’, comentou Daniela.
Para enfrentar a falta de informação e os mitos sobre doação e transplantes, a Defensoria Pública também se engaja nesta luta para salvar vidas. “A Defensoria além da função judicial, que já está à disposição, também tem a função de orientação e de levar educação para as pessoas. A instituição quer trabalhar em conjunto para esclarecer a respeito da importância desse tema e de se criar uma cultura em que as pessoas entendam que é possível haver vida além da vida. A gente deixa um pouco da gente vivendo em outras pessoas quando a nossa existência aqui neste plano terrestre chega ao final. Acredito que esse trabalho da Central Transplantes promove qualidade de vida e devolve esperança de vida para as pessoas”, salientou a defensora pública Bruna Cavalcante, titular do Núcleo de Saúde, Fazenda Pública e Tutela Coletiva de Arapiraca.
O diretor-médico do HEA, doutor Vanderly Oliveira, comentou que com o apoio da Sesau, por meio da Central de Transplantes, vai reforçar o trabalho da Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) e também trabalhar com a capacitação dos profissionais para melhorar os índices de Alagoas.
“A direção está integrada com os profissionais e conta com este apoio da Central de Transplantes de Alagoas para avançar e desenvolver cada vez mais essa atenção diferenciada que a doação e transplantes de órgãos merecem. Vamos continuar enfrentando juntos os obstáculos utilizando estratégias que possam envolver também os municípios e outros setores da sociedade para que os ensinamentos e explicações sobre doação e transplante cheguem nas famílias alagoanas”, declarou Vanderly.
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