Rede de Atenção às Violências é referência no atendimento às mulheres vítimas de agressões em Maceió e no interior
No primeiro semestre, o serviço atendeu 800 casos de mulheres vítimas de violência
O mês de agosto é marcado pela celebração de 18 anos da Lei Maria da Penha, cujo aniversário de promulgação ocorreu na quarta-feira (7). Em alusão a data, está sendo promovido o Agosto Lilás, campanha de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. E em Alagoas, as mulheres contam com a Rede de Atenção às Violências (RAV), que até junho atendeu 800 casos de mulheres vítimas de violência.
Entre os tipos de violência assistidos pela RAV estão a física, moral, psicológica, patrimonial, negligência e abandono. Em sua maioria, os agressores são cônjuges, com 260 casos, e ex-cônjuges, onde foram registrados 179 casos.
O balanço da RAV mostra também que a faixa etária mais incidente é de 30 a 59 anos, onde foram atendidas 418 mulheres; e de 18 a 29 anos, com 245 casos. Dentre os atendimentos, 107 mulheres possuíam algum transtorno ou deficiência.
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“A RAV disponibiliza portas de acolhimento para as mulheres alagoanas que sofrem ou sofreram algum tipo de violência. Os atendimentos acontecem nas Salas Lilás de domingo a domingo. Nossas equipes recebem essas mulheres com todo acolhimento que precisam, para que elas se sintam seguras”, ressaltou a gerente da RAV, Thaylise Nunes.
Além do Hospital da Mulher (HM), as Salas Lilás, que são vinculadas à RAV estão situadas em mais cinco locais. Em Maceió, o atendimento ocorre também no Hospital Geral do Estado (HGE) e no Complexo de Delegacias Especializadas. Já no interior, a assistência é prestada no Hospital Regional do Norte (HRN), em Porto Calvo; no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca; e no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Delmiro Gouveia.
Ao longo do mês, a RAV vai realizar diversas ações, oficinas, palestras e encontros alusivos ao Agosto Lilás nos municípios e na capital alagoana para diferentes públicos, como profissionais da Saúde, da Segurança Pública, Assistência, Educação e sociedade civil. O intuito é conscientizar sobre o enfrentamento à violência doméstica e familiar e apresentar o trabalho que a rede vem realizando em todo Estado.
“A nossa luta acontece em todos os meses do ano, não apenas no mês alusivo ao Agosto Lilás. O objetivo da Rede de Atenção às Violências é que essas mulheres consigam quebrar o ciclo de violência e ter os seus direitos garantidos”, sentenciou Thaylise Nunes.
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