Hospital de Emergência do Agreste desenvolve atividades de acolhimento durante o Setembro Amarelo
Com o lema “Se precisar, peça ajuda!”, profissionais do hospital visitaram as enfermarias durante todo o mês
O acolhimento é um dos principais caminhos para a prevenção ao suicídio. Por isso, durante todo este mês, a equipe multiprofissional do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, realizou atividades com pacientes, acompanhantes e servidores, voltadas para o Setembro Amarelo.
Com o lema “Se precisar, peça ajuda!”, os profissionais dos setores de Psicologia, Serviço Social e da Área Lilás do HEA visitaram as enfermarias durante todo o mês. Paralelamente, a equipe do maior hospital do interior do Estado também promoveu uma ação no painel montado no corredor principal da instituição.

Painel montado no corredor do HEA com frases de apoio e afirmações positivas. Foto: Pedro Torres/assessoria
“Desenvolvemos, ao longo deste Setembro Amarelo, uma série de momentos com usuários da instituição e seus familiares, em sala de espera para visitas, em observância do reconhecimento, acolhimento e cuidado com o sofrimento humano e seus destinos. É importante enfrentar o tabu que marginaliza o tema do suicídio e, por consequência, reprime a fala, a expressão do sofrimento e a possibilidade de intervenções nas mais diversas esferas da sociedade, impedindo que haja acolhimento e que aquele que padece de suas dores possa dispor do apoio ou tratamento necessário”, explicou o psicólogo do HEA, Glauco Rocha.

O psicólogo do HEA, Glauco Rocha (de jaleco branco), orienta as formas de buscas ajuda. Foto: Pedro Torres/assessoria
A proposta de acolher como uma das principais fontes de apoio para a população vem da preocupação com a saúde mental de cada um. “A saúde mental precisa de muita atenção para os efeitos do sofrimento psíquico e os sentidos encontrados pelo humano em seu enfrentamento. Alguns desfechos, dos mais severos e preocupantes, como o suicídio, apontam que nos debrucemos enquanto sociedade ao acolhimento de potenciais situações”, recomendou o psicólogo do HEA.
Ainda de acordo com Glauco Rocha, para isso, é necessário utilizar ferramentas que são possíveis para o acolhimento. “Com isso, conferimos atenção à dor não elaborada, e sua possível elaboração, e encadeamento a novos sentidos, que apontem para a vida como lugar de novas apostas, novas direções, oferecendo outros sentidos possíveis. Com essa perspectiva, atreladas ao fato de que o processo do adoecer e suas vicissitudes podem ser uma fonte de intenso sofrimento”, pontuou o especialista.
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