Meteorologistas preveem verão mais seco para Alagoas em 2024/2025
O Portal 7Segundos conversou com o vice-diretor do ICAT, professor Fabrício Daniel dos Santos Silva
As perspectivas climáticas para o verão 2024/2025 indicam um período marcado por baixa incidência de chuvas em Alagoas, segundo o professor Fabrício Daniel dos Santos Silva, vice-diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas (Icat) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
“Todos os centros que produzem previsão climática são unânimes em prever um verão mais seco para toda a região Nordeste, incluindo-se o estado de Alagoas”, destacou o professor. Este cenário acompanha as previsões climáticas para toda a região Nordeste, que deve vivenciar um verão mais seco devido à influência de fatores meteorológicos globais e regionais.
Seca e temperaturas elevadas
O professor explica que, historicamente, os meses de dezembro a fevereiro já correspondem ao período mais seco do ano para as mesorregiões Leste e Agreste de Alagoas. “Entre dezembro e janeiro as precipitações ocorrem de forma muito pontual e não costumam ser de fortes intensidades”, explicou Fabrício. Apesar disso, chuvas isoladas ainda podem ocorrer, mas não devem causar transtornos significativos. Apesar disso, chuvas isoladas ainda podem ocorrer, mas não devem causar transtornos significativos.
A previsão também destaca temperaturas elevadas, principalmente no sertão, onde os termômetros podem superar os 34°C em diversas ocasiões. No litoral, incluindo Maceió, é esperado que os termômetros frequentemente registrem valores acima dos 30°C.
Fatores meteorológicos e regiões vulneráveis
Embora as chuvas sejam raras no verão, dois fenômenos podem ocasionar precipitações pontuais: o vórtice ciclônico de altos níveis, que influencia principalmente o Sertão, e a brisa marítima, que afeta a faixa litorânea do estado. “Esses fenômenos são responsáveis por chuvas de intensidade moderada a forte, mas que geralmente duram pouco tempo”, explicou o professor.
De acordo com o professor Fabrício, é importante monitorar as regiões mais vulneráveis, como áreas ribeirinhas e encostas, que podem ser impactadas por chuvas repentinas. Ele reforça a importância de medidas preventivas, como a cobertura de áreas de morro com materiais plásticos e a preservação da vegetação nas margens de corpos d’água.
Impacto do El Niño
Os padrões climáticos deste ano também estão relacionados ao fenômeno El Niño, que esteve presente em 2024 com intensidade moderada.
“Esse fenômeno é um dos fatores principais para a redução das chuvas na região Nordeste, diferentemente de anos sob influência de La Niña, que resultam em precipitações mais intensas”, ressaltou Fabrício. Este fenômeno contribui para a redução das chuvas na região Nordeste, contrastando com períodos de La Niña, como em 2022, quando Alagoas enfrentou chuvas acima da média.
Para garantir a segurança da população, o professor Fabrício ressalta a importância de acompanhar os alertas emitidos pela Defesa Civil e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh-AL). O cadastro para receber notificações é gratuito e pode ser realizado online.
Com a chegada do verão, o cenário é de altas temperaturas, baixa umidade e chuvas pontuais, reforçando a necessidade de medidas preventivas e de conscientização para minimizar os impactos climáticos no estado de Alagoas.
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