MPAL reúne parceiros e fortalece projetos de reintrodução de Papagaio-do-mangue e Papagaio Chauá
Dentro das ações do PAE Chauá, a reunião desta segunda-feira (17) confirmou o interesse dos parceiros em expandir a iniciativa
O Ministério Público Estadual (MPAL) deu mais um passo importante no Programa de Atuação Ministerial para Conservação de Espécies Ameaçadas, nesta segunda-feira (17), quando reuniu parceiros para tratar da reunião inicial do Plano de Ação Estadual (PAE) do Papagaio-do-mangue e da ampliação do Plano de Ação Estadual (PAE) do Papagaio Chauá, por meio do qual 20 exemplares já foram reintroduzidos em uma área de Mata Atlântica no Litoral Sul do estado.
No encontro, o promotor Alberto Fonseca, titular da 4ª Promotoria de Justiça da Capital (Defesa do Meio Ambiente), que coordena as ações para refaunação de espécies ameaçadas e algumas até extintas dos biomas alagoanos, analisou com representantes dos parceiros a minuta do plano de manejo para o Papagaio-do-mangue.
O documento ainda vai passar por mais uma revisão de todos os atores para que haja, então, a distribuição das competências. “O objetivo é tornar a mata novamente viva e vibrante, com o som dos animais, com a vegetação preservada e crescendo, com diversidade, como sempre foi e deveria ser”, ressaltou o promotor Alberto Fonseca.
Com esse PAE, segundo ele, em breve os papagaios serão reintroduzidos na Mata Atlântica, o que também vai permitir a ampliação, o monitoramento e o fortalecimento de áreas de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), bem como trabalhos de pesquisa acadêmica sobre fauna e flora e educação ambiental.
Papagaio Chauá
Dentro das ações do PAE Chauá, a reunião desta segunda-feira (17) confirmou o interesse dos parceiros em expandir a iniciativa. Por isso, um novo viveiro de aclimatação será implantado, nos próximos meses, na região do Niquim. O local servirá para abrigar temporariamente as aves na área em que serão soltas.
Após a soltura, de acordo com os promotores Alberto Fonseca e Lavínia Fragoso (Recursos Hídricos), o trabalho continua com monitoramento, segurança e desenvolvimento de pesquisas para avaliar a adaptação dos animais na natureza. “Já temos uma experiência exitosa de reintrodução de 20 exemplares do Papagaio Chauá em uma área de mata da Usina Coruripe, no Litoral Sul, o que nos deixa ainda mais confiantes de que esse Plano pode ser expandido para outras áreas do estado propícias ao desenvolvimento dessa espécie”, comentou a promotora Lavínia Fragoso.
Uma nova reunião de trabalho será realizada ainda nesse semestre para discutir outras etapas da ampliação do PAE do Papagaio Chauá. A estimativa, também, é de que o viveiro fique pronto para receber os animais nos próximos meses.
O PAE do Papagaio Chauá e o PAE do Papagaio-do-mangue são resultados de parcerias entre o Ministério Público Estadual (MPAL), o Projeto Arca do CEP, o Museu de Zoologia da USP, a Fundação Lymington, o Instituto para o Desenvolvimento Social e Ecológico (IDESE), o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), o Instituto para Preservação da Mata Atlântica (IPMA), a Prefeitura de Coruripe, as Usinas Coruripe, Caeté, Sumaúma e Utinga, Grupo Luiz Jatobá, o Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Comissão de Bem-estar Animal da OAB/AL.
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