Deputado associa desvio bilionário no INSS a práticas dos governos de Lula
Após ação da PF, parlamentar afirma que corrupção atinge os mais pobres e segue padrão de escândalos anteriores
O Deputado Federal Delegado Fabio Costa afirmou que o desvio bilionário investigado pela Polícia Federal no INSS repete práticas de corrupção associadas a governos anteriores do PT de Lula.
A operação Sem Desconto, deflagrada pela PF, levou ao afastamento do presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, e investiga um suposto esquema que teria desviado R$ 6,3 bilhões em descontos associativos não autorizados aplicados sobre aposentadorias e pensões.
“Lula voltou ao poder e com ele a corrupção”, expôs o parlamentar em uma rede social. A declaração veio depois da divulgação da operação, que mirou servidores públicos e entidades ligadas ao setor de aposentadorias.
Para o deputado, o caso revela o retorno de um padrão que marcou os mandatos petistas. "Sempre que o PT esteve no poder, a gente viu desvio, fraude e escândalos. É uma prática contínua de Lula e seus aliados", destacou.
Entre os alvos da investigação está o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), ligado à Força Sindical, onde atua como vice-presidente José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente da República.
Segundo Costa, a relação direta entre o sindicato e o núcleo familiar de Lula levanta dúvidas sobre o grau de influência política no esquema.
“Aposentados que mal conseguem pagar os próprios remédios estão sendo usados como fonte de lucro em um sistema que funciona no silêncio. Filas nas portas das agências aumentaram, pessoas com dificuldades de se aposentar, orçamentos prejudicados e o desvio continua sendo praticado”, disse o deputado.
A operação foi articulada a partir de auditorias da CGU (Controladoria-Geral da União) e cruzamentos de dados do Ministério da Previdência. As fraudes, segundo a PF, envolviam descontos não autorizados realizados por meio de acordos firmados entre o INSS e entidades de classe. Há indícios de atuação conjunta entre empresas de crédito, dirigentes sindicais e funcionários do INSS.
O parlamentar destacou que os desvios agora atingem diretamente a população mais vulnerável. “Não se trata apenas de má gestão. É desvio de finalidade com impacto direto no bolso de quem já vive no limite”, afirmou.
Para ele, o caso remete a episódios como o mensalão, em 2005, e a Operação Lava Jato, que investigou esquemas de corrupção em estatais como a Petrobras durante os governos Lula e Dilma Rousseff.
A Polícia Federal ainda não concluiu os inquéritos. Os investigadores apontam indícios de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Parte da apuração segue sob sigilo. A CGU informou que novos relatórios serão encaminhados nos próximos dias.
Para Fabio Costa, o caso não deve ser tratado como exceção. “É parte de uma engrenagem que já vimos funcionar antes. Mudam os nomes, mas a estrutura continua a mesma. E, de novo, quem paga a conta é o povo", completou.
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